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    5 benefícios dos consórcios de exportação: como cooperativas podem se unir para acessar mercados externos

    Os consórcios de exportação são uma prática comum do mercado que ajuda no crescimento de marcas pequenas e médias. Eles garantem que as cooperativas tenham mais poder de negociação com mercados externos. A intercooperação possibilita que essas instituições acessem países que, individualmente, seriam mais difíceis. Ou seja, ao unir forças, algo que o cooperativismo já sabe fazer como ninguém, as marcas conseguem ter mais solidez e robustez para exportar e importar. O que são consórcios de exportação? No comércio exterior, um consórcio de exportação funciona como uma aliança estratégica. É a união de um grupo de cooperativas ou empresas com um objetivo em comum: dividir custos operacionais e ganhar escala para fechar exportações que seriam difíceis de realizar individualmente. Desse modo, nos consórcios de exportação, as cooperativas se unem a fim de expandir suas operações e viabilizar a entrada em novos países. É uma forma de intercooperação estratégica para as cooperativas que almejam explorar as oportunidades de negócio no mercado internacional. O consórcio promove, portanto, melhores condições comerciais e operacionais para exportação. Ao unir os negócios, o ganho de escala e a aglomeração trazem, para as cooperativas, mais recursos e verbas para investir no crescimento internacional, além de uma capacidade financeira maior. Como cooperativas podem se unir para acessar mercados Mesmo sem consórcios, as cooperativas já trabalham na base da união e do coletivo. Essas características do modelo facilitam a abordagem dos consórcios, uma vez que iniciativas de intercooperação são algo comum no cooperativismo. Para formar um consórcio de exportação, cooperativas do mesmo setor, com interesses em comum de exportação, usam essa prática corriqueira do setor. Elas se unem para investir no mercado externo de forma conjunta e, assim, chegar mais longe. Combinados prévios à exportação Antes de fechar um contrato, porém, as cooperativas devem entrar em acordo sobre quais serão as responsabilidades, os recursos, as decisões e as metas de cada uma. Apesar de interesses mútuos, as cooperativas têm suas necessidades individuais. Ao formalizar a participação de todas as partes e quais ganhos buscam nesse negócio, é possível avançar com estratégias claras e planos cujos resultados estejam alinhados com as duas partes envolvidas. 5 benefícios da exportação consorciada Se bem organizada e pré-acordada, a exportação consorciada consegue trazer inúmeros benefícios para o cooperativismo. 1. Consórcios de exportação e incentivos comerciais Um dos primeiros ganhos de trabalhar de maneira conjunta é o acesso aos incentivos governamentais. Por conta da maior robustez, esse modelo de exportação é mais valorizado por entidades do governo, associações e outras instituições. Ou seja, a exportação por meio de consórcio facilita a busca por crédito, incentivos fiscais e emendas de fomento à exportação. Em alguns países, inclusive, governos locais e nacionais também apoiam de forma mais forte os consórcios de exportação. É uma maneira de ajudar tanto as marcas que entram no país como as instituições regionais. 2. Menos gastos aduaneiros O trabalho em união também diminui os gastos aduaneiros. Essas despesas são aquelas provenientes do processo de importação, necessárias na liberação das mercadorias na alfândega, ou seja, na aduana. Esse órgão governamental é quem controla e fiscaliza a chegada e saída de produtos no país. Os gastos aduaneiros, portanto, são essenciais para a entrada legal de uma mercadoria no país. Eles impactam o preço final do produto, mudando o frete, as taxas e os impostos. Para minimizar esses gastos, o consórcio de exportação surge como uma ferramenta de divisão de contas. Uma vez que esse valor será partilhado entre ambas as partes, fica mais acessível. 3. Maior poder de negociação Dificilmente cooperativas de pequeno e médio porte teriam grandes poderes de negociação como têm quando estão trabalhando unidas. O consórcio de exportação possibilita que, reunidas, as cooperativas consigam fechar contratos e formalizar negócios mais vantajosos. Elas ganham poder de barganha com as instituições financeiras, clientes, transportadoras e fornecedores. 4. Acesso mais fácil a financiamentos Os financiamentos de exportações são aqueles que incentivam marcas nacionais a irem para fora por meio de ajuda financeira para a comercialização, além de apoiarem na redução de riscos e aumentarem a competitividade. Seja por meio de financiamentos privados ou públicos, como as linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), o acesso a financiamentos é facilitado pela exportação consorciada. A união das cooperativas indica maior força no mercado do que uma operação individual e, portanto, o uso desse crédito fica mais viável. 5. Independência das cooperativas envolvidas Uma das principais vantagens desse modelo de intercooperação é que, mesmo unidas nos negócios, as cooperativas mantêm a sua independência no mercado. Ou seja, cada uma garante que vai continuar trabalhando de acordo com sua governança. Nesse modelo não ocorre a união das estruturas, então continuam sendo organizações distintas e livres, que apenas juntaram forças para conseguir exportar. Conclusão: a intercooperação e os consórcios de exportação Unidas, as cooperativas ganham mais força para exportar e crescer fora do país. Os consórcios de exportação se tornam, assim, uma prática de investimento e crescimento a longo prazo. Para entender por que os consórcios e o modelo do cooperativismo são um bom negócio, além de compreender como exportar sendo uma coop é mais simples e eficiente, confira o e-book Exportação para Cooperativas IV: Cooperativismo como estratégia para exportação, do NegóciosCoop.