Mercado nacional
O Brasil conta com quase 6 mil cooperativas, que agregam mais de 15 milhões de cooperados. Esses números representam um impacto enorme na vida de milhões de brasileiros e na economia nacional. E ainda há muito a crescer por aqui! Existe muito espaço a ser ocupado pelo coop e a nossa atuação pode ser ampliada em todos os setores. É por isso que aqui, no ConexãoCoop, vamos mapear todas as oportunidades que podem impulsionar a sua cooperativa no mercado nacional!
FEIRAS
Para realizar e prospectar negócios no Brasil
SAIBA MAIS
RODADA DE NEGÓCIOS
Para unir vendedores e compradores no Brasil
SAIBA MAIS
COMPRAS PÚBLICAS
Para vender para o maior comprador do país
SAIBA MAISNossos parceiros
MAPA
MAPA
O Mapa é um dos maiores parceiros do cooperativismo e do Sistema OCB. Atualmente, uma série de iniciativas do ministério têm as coops como prioridade ou atores-chave em seu desenvolvimento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos principais - senão o maior - parceiro estratégico do cooperativismo brasileiro.Juntos, OCB e Mapa, estão realizando diversas ações que impactam as coops diretamente. Além disso, o ministério também atua como defensor do coop, em outras pautas relacionadas ao setor, junto a outros órgãos. O programa mais importante que está sendo executado pelo Mapa em parceria com o Sistema OCB, é o Brasil Mais Cooperativo. O seu objetivo é ampliar as oportunidades de negócios para as cooperativas e fortalecer o nosso modelo de negócios de norte a sul do país. Inclusive, um dos eixos de atuação do programa é voltado para o desenvolvimento do coop na Região Nordeste.
Todas as iniciativas são construídas de maneira colaborativa na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, que também conta com uma diretoria de Cooperativismo e Acesso a Mercados. Por lá são pensadas as ações para inserir e impulsionar as cooperativas brasileiras, especialmente aquelas de pequeno e médio portes.
NOSSOS PARCEIROS
MAPA
MAPA
O Mapa é um dos maiores parceiros do cooperativismo e do Sistema OCB. Atualmente, uma série de iniciativas do ministério têm as coops como prioridade ou atores-chave em seu desenvolvimento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos principais - senão o maior - parceiro estratégico do cooperativismo brasileiro.Juntos, OCB e Mapa, estão realizando diversas ações que impactam as coops diretamente. Além disso, o ministério também atua como defensor do coop, em outras pautas relacionadas ao setor, junto a outros órgãos. O programa mais importante que está sendo executado pelo Mapa em parceria com o Sistema OCB, é o Brasil Mais Cooperativo. O seu objetivo é ampliar as oportunidades de negócios para as cooperativas e fortalecer o nosso modelo de negócios de norte a sul do país. Inclusive, um dos eixos de atuação do programa é voltado para o desenvolvimento do coop na Região Nordeste.
Todas as iniciativas são construídas de maneira colaborativa na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, que também conta com uma diretoria de Cooperativismo e Acesso a Mercados. Por lá são pensadas as ações para inserir e impulsionar as cooperativas brasileiras, especialmente aquelas de pequeno e médio portes.
BNDES
BNDES
O cooperativismo brasileiro, representado pelo Sistema OCB, é considerado um dos grandes parceiros do BNDES na promoção do desenvolvimento econômico e social do país. Essa parceria fortalece o relacionamento com as cooperativas, permite a difusão de informações sobre produtos e programas do Banco e viabiliza o acesso a recursos por meio das cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, localizados em diversos municípios do país.
Dentre as soluções financeiras que podem ser acessadas pelas cooperativas e seus cooperados, destacam-se aquelas destinadas ao setor agropecuário. O BNDES disponibiliza recursos por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs) e das linhas específicas do Banco, que atendem a diversas necessidades, como projetos de investimento, aquisição de máquinas e equipamentos, recursos para custeio, investimentos em sustentabilidade, armazenagem, inovação, modernização, dentre outras.
Há ainda outras soluções como o Procapcred, o BNDES Finame, o BNDES Pequenas Empresas e o BNDES Garantia, que podem ser acessados por cooperados e/ou cooperativas de todo o Brasil. Tais produtos permitem o financiamento para aquisição de cotas-partes das cooperativas, para capital de giro e para obtenção de garantias.
É importante ressaltar também o papel exercido pelas cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, que atuam como agentes financeiros credenciados do BNDES. Por ter uma presença em diversas regiões, tais instituições contribuem para uma descentralização do crédito no mercado, trazendo assim um maior potencial de geração de emprego e renda em todo país.
Por fim, o BNDES mantém o compromisso com a sustentabilidade do cooperativismo brasileiro e reconhece o papel relevante do Sistema OCB na representação, defesa e desenvolvimento do setor para torná-lo ainda mais competitivo e reconhecido por toda a sociedade brasileira.
NOSSOS PARCEIROS
BNDES
BNDES
O cooperativismo brasileiro, representado pelo Sistema OCB, é considerado um dos grandes parceiros do BNDES na promoção do desenvolvimento econômico e social do país. Essa parceria fortalece o relacionamento com as cooperativas, permite a difusão de informações sobre produtos e programas do Banco e viabiliza o acesso a recursos por meio das cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, localizados em diversos municípios do país.
Dentre as soluções financeiras que podem ser acessadas pelas cooperativas e seus cooperados, destacam-se aquelas destinadas ao setor agropecuário. O BNDES disponibiliza recursos por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs) e das linhas específicas do Banco, que atendem a diversas necessidades, como projetos de investimento, aquisição de máquinas e equipamentos, recursos para custeio, investimentos em sustentabilidade, armazenagem, inovação, modernização, dentre outras.
Há ainda outras soluções como o Procapcred, o BNDES Finame, o BNDES Pequenas Empresas e o BNDES Garantia, que podem ser acessados por cooperados e/ou cooperativas de todo o Brasil. Tais produtos permitem o financiamento para aquisição de cotas-partes das cooperativas, para capital de giro e para obtenção de garantias.
É importante ressaltar também o papel exercido pelas cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, que atuam como agentes financeiros credenciados do BNDES. Por ter uma presença em diversas regiões, tais instituições contribuem para uma descentralização do crédito no mercado, trazendo assim um maior potencial de geração de emprego e renda em todo país.
Por fim, o BNDES mantém o compromisso com a sustentabilidade do cooperativismo brasileiro e reconhece o papel relevante do Sistema OCB na representação, defesa e desenvolvimento do setor para torná-lo ainda mais competitivo e reconhecido por toda a sociedade brasileira.
Conteúdos relacionados
Cooperativas de telecomunicações: lei abre novo mercado para o cooperativismo
As cooperativas de telecomunicações passaram a integrar oficialmente o mercado de distribuição desses serviços no começo deste ano, graças às novas regulamentações. A abertura do setor traz oportunidades e caminhos alternativos para esse modelo de negócios. Além disso, ao fazer parte do mercado geral de oferta de internet e telefone, a chegada das cooperativas é um motor na inclusão digital. Para o Ministério das Comunicações, “a alteração na Lei Geral de Telecomunicações vai possibilitar a ampliação da infraestrutura digital e a democratização dos serviços de telecomunicações”. Isso porque as cooperativas devem representar avanços na democratização do acesso à internet no Brasil, uma vez que poderão atuar sobretudo nas localidades onde as ofertas de serviços se mostram insuficientes ou economicamente pouco atrativas para prestadoras tradicionais, a exemplo de áreas urbanas desatendidas, zonas rurais ou regiões remotas, aponta a pasta. Neste artigo, vamos conhecer a legislação que abre o mercado para as cooperativas de telecomunicações e quais são as principais oportunidades que se abrem para o ramo. Boa leitura! O que mudou com a Lei nº 15.324 A Lei nº 15.324/2026, sancionada em 6 de janeiro de 2026, autoriza cooperativas de telecomunicações a prestarem serviços como internet e telefonia, em todo o Brasil. A nova norma altera a Lei Geral de Telecomunicações, permitindo que agora essas entidades integrem o mercado e atuem de forma igualitária com outras operadoras tradicionais. Dessa maneira, as cooperativas passam a ser um dos agentes de telecomunicações que são regulados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Tal órgão, criado em 1997, é uma autarquia federal responsável por normatizar e fiscalizar os serviços de telecomunicações no país. Com a chegada do cooperativismo no segmento, a expectativa é que aumente a concorrência, assim como a cobertura de internet banda larga. Objetivos das cooperativas de telecomunicações A norma alterou a legislação que limitava os serviços de telecomunicações no Brasil. Antes das mudanças, o modelo das grandes operadoras deixava de fora áreas de menor densidade populacional. Essa exclusão leva ao surgimento de desertos digitais, ou seja, regiões em que o acesso à internet de qualidade é limitado ou inexistente. Desse modo, a inclusão das cooperativas no setor atua para expandir a democratização desses serviços. Importâncias das cooperativas de telecomunicações As mudanças regulatórias, portanto, serão essenciais para sanar essa questão. A atuação das cooperativas de telecomunicações no setor pode servir como propagadora da conectividade em comunidades rurais. Segundo Márcio Lopes de Freitas, presidente do Conselho Executivo do Sistema OCB, a entrada do cooperativismo no setor de telecomunicações promove a universalização do acesso aos serviços de telecomunicações em regiões interioranas. “Vivemos em um mundo cada vez mais conectado, onde a internet faz parte de praticamente todas as nossas atividades diárias. Por isso, essa medida é tão importante. Nossas cooperativas de energia já possuem infraestrutura para oferecer esses serviços e poderão ampliar seu alcance para atender ainda mais famílias”, declarou. Regulamentação das cooperativas de telecomunicações Com a Lei nº 15.324, as cooperativas de telecomunicações ficam obrigadas a seguir as normas da Anatel. Ou seja, as regras concorrenciais, os deveres regulatórios e as sanções que são aplicadas às demais prestadoras de serviços também se tornam um dever das cooperativas. A fiscalização dessas cooperativas também é encargo da agência reguladora. A fim de prevenir a concentração econômica e manter as prestadoras sob as normas jurídicas, a Anatel pode impor restrições, limites e condições também para as cooperativas de telecomunicações. Oportunidades para as cooperativas Graças à entrada no mercado, muitas oportunidades surgem também para as cooperativas de telecomunicações. Seguindo as normas da Anatel e crescendo com responsabilidade, será possível se destacar no mercado e usar a abertura para o crescimento desse modelo. A partir da autorização para a operação das cooperativas de telecomunicação, novos cenários se abrem para o setor, tais como: Expansão estruturada: as novas normas e a fiscalização da Anatel permitem que o acesso e crescimento do cooperativismo no setor de internet e telefonia sejam estruturados e cobertos juridicamente com regras, facilitando um avanço de forma organizada. Atendimento em localidades desatendidas ou subatendidas: sabendo da existência dos desertos digitais e dos espaços mal atendidos pelas grandes operadoras, as cooperativas já entram nesse mercado com locais e grupos que necessitam de seus serviços. Ou seja, a falta de acesso de regiões afastadas das capitais aparece como uma grande oportunidade para esse modelo de negócios. A maior proximidade das cooperativas com seus clientes e cooperados também é um benefício nesse sentido. Participação em políticas de universalização e programas de fomento (Fust): ao integrar oficialmente o setor de telecomunicações, as cooperativas podem participar de políticas e programas do governo voltados à ampliação do acesso à internet, como o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Essas iniciativas ajudam financeiramente as cooperativas, pois servem para financiar instituições que levam conectividade a mais regiões e públicos. Conclusão A nova legislação traz benefícios para as cooperativas, que entram em um setor repleto de oportunidades e espaços de crescimento e consolidação. Além disso, a norma é positiva para o público, pois aumenta a concorrência no mercado de telecomunicações e promove, com a entrada de novas organizações, uma maior cobertura de serviços e um avanço no acesso à internet no Brasil. As cooperativas de telecomunicações irão ampliar ainda mais a relevância das cooperativas de infraestrutura. Saiba mais sobre a modernização, os desafios regulatórios e os impactos do Ramo na Análise Econômica do NegóciosCoop!
Panorama econômico 2026: o que as cooperativas podem esperar da economia e dos negócios no ano
Com a aproximação das eleições, o ano de 2026 apresenta diversos desafios para as cooperativas. Os juros altos, a inflação diminuindo e o crescimento mundial em ritmo desacelerado marcam um contexto em que é preciso ter cuidado para fazer bons negócios. Tanto na economia interna quanto externa, este ano será repleto de vulnerabilidade. O contexto geopolítico do Brasil e do mundo é instável e, dependendo do rumo das eleições e dos conflitos mundiais, muita coisa pode mudar para investidores e para o mercado. Cautela é a palavra-chave para que as cooperativas possam, mesmo assim, prosperar. Saiba como está o cenário econômico de 2026 e o que esperar dos próximos meses. Juros altos e inflação Neste ano, ao contrário das especulações, os juros devem permanecer altos. “Está bem claro por que estamos com os juros em patamar restritivo e por que entendemos que vamos permanecer”, declarou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. A previsão é de que a Selic, taxa básica de juros da economia brasileira, se mantenha em torno de 15%, com a possibilidade de redução apenas no segundo semestre de 2026. A posição do Banco Central visa manter a estabilidade da inflação - e a prática já vem mostrando resultados. A inflação está diminuindo e, no final do ano passado, chegou a atingir o índice de 4,46%. O valor está abaixo do teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%, mas ainda segue distante da meta ideal de 3%. Graças à inflação menor, as expectativas do mercado são de que 2026 seja um ano de moderação. Até dezembro, acredita-se que a Selic se manterá em um nível elevado, mas a previsão é de que ela termine o ano abaixo do patamar inicial, com valor próximo de 12,25%, de acordo com o boletim Focus do BC. PIB e contas públicas Quando o assunto é o PIB brasileiro, os juros altos devem inibir um crescimento robusto da economia do país. A projeção do Produto Interno Bruto para 2026 é que avance em torno de 1,8%, valor abaixo dos 2,1% estimados inicialmente. O resultado também é menor quando comparado ao PIB mundial, cujo crescimento esperado para os próximos meses é de 3,1%. Outra grande influência na economia é a fragilidade estrutural no campo fiscal. O déficit primário, que também impacta o mercado e os investimentos brasileiros, deve alcançar R$ 90 bilhões. No final de 2025, a dívida pública já ultrapassou 80% do PIB, mostrando um aumento em comparação aos 71% apresentados no início de 2023. A previsão é de que siga aumentando em 2026, e o resultado das eleições pode determinar o futuro dessa questão. Crescimento mundial segue em passos lentos Um aspecto que também influencia a economia brasileira em 2026 é o crescimento global em ritmo lento, fator que impõe dificuldades à expansão das exportações brasileiras. O cenário internacional se encontra em um momento mais lento e isso tem reflexos no Brasil, uma vez que as cooperativas devem depender mais do mercado doméstico. Os dados já reforçam esse contexto. Em janeiro de 2026, o país apresentou uma queda de 23% no volume de exportações em relação a dezembro de 2025, e uma retração de 2,2% comparada ao mês de janeiro do ano passado. Influência das eleições nos negócios cooperativos Apesar de o ano eleitoral influenciar os preços dos ativos financeiros todos os meses, o tema ganha verdadeiro destaque no segundo semestre de 2026. É nesse momento que o cenário econômico pode mudar drasticamente de acordo com o processo e resultado eleitoral, impactando os negócios cooperativos. Em ano eleitoral, pode-se esperar também um câmbio instável, uma vez que ele costuma ser um dos primeiros canais de transmissão da incerteza política. O dólar costuma variar conforme muda a percepção externa ao cenário político e à gestão econômica futura. A forma como o próximo governo decidir tratar as contas públicas e a questão fiscal pode afetar diretamente a reação do mercado, afetando a volatilidade cambial, os ativos domésticos e o comércio internacional. Impacto das tarifas Se o cenário interno já exige cautela, o tabuleiro internacional em 2026 adiciona uma camada extra de complexidade. A consolidação das políticas tarifárias dos Estados Unidos alterou profundamente o fluxo do comércio global. As cooperativas brasileiras precisam estar atentas a riscos como: Dificuldade de acesso ao mercado americano: cooperativas que exportam produtos manufaturados ou processados diretamente para os EUA enfrentam margens mais apertadas devido ao custo de entrada encarecido pelas tarifas. Triangulação e retaliação: o maior perigo reside no acirramento de uma guerra comercial. Com a China sendo sobretaxada pelos EUA, Pequim tende a redirecionar seu excesso de produção para outros mercados ou reduzir a demanda por insumos, o que afeta o preço das commodities brasileiras. Custo de insumos: como muitas cooperativas dependem de tecnologia e insumos importados, a valorização do dólar encarece a produção nacional, pressionando o caixa. De acordo com análises do Fundo Monetário Internacional (FMI), a previsão é de um PIB global mais fraco em 2026. No Brasil, a volatilidade cambial derivada dessas tensões é o principal fator de risco para o agronegócio em 2026, exigindo que as cooperativas reforcem suas estratégias de proteção cambial. Conclusão: um ano complexo e de grande volatilidade Devido às eleições e ao contexto internacional, pode-se esperar que o ano de 2026 seja marcado por volatilidade, incertezas e crescimento lento para os negócios. Por conta disso, as cooperativas devem estar atentas às mudanças e ao cenário político para saber se adaptar e continuar crescendo, apesar da instabilidade. Para conseguir coletar, interpretar e utilizar dados sobre o mercado, a fim de adquirir conhecimento que ajude nas ações e decisões da cooperativa, o CapacitaCoop disponibiliza o curso “Análise de Mercado: Aprenda a utilizar dados de mercado para propor ações ou tomar decisões em seu ramo de atuação”; confira!
NegóciosCoop capacita equipes para ampliar acesso a mercados
Encontro do Eleva reuniu profissionais de todo o país para dois dias de capacitação O Sistema OCB promoveu, durante dois dias (31/03 e 01/04), mais uma capacitação do Eleva, desta vez voltada às equipes de negócios das Organizações Estaduais (OCEs). ,com o objetivo de aprofundar metodologias, fortalecer o atendimento às cooperativas e ampliar sua inserção em mercados nacionais e internacionais. A capacitação foi estruturada em dois dias complementares. No primeiro dia (31), dedicado ao eixo Mercado Nacional, a programação começou com a participação da gerente geral da OCB, Clara Maffia, e do gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra, que destacaram o papel estratégico do programa na geração de resultados concretos para o cooperativismo. “O cooperativismo tem um impacto social muito relevante, mas, antes de tudo, é um modelo econômico. Nosso desafio é ajudar as cooperativas a se desenvolverem nesse campo para transformar realidades e gerar resultados de forma mais rápida”, afirmou Clara. Ela ressaltou que o trabalho vai além da preparação interna. “A gente começa com diagnóstico, organiza, estrutura, fortalece a gestão e o marketing. Mas isso não basta. É preciso apoiar a inserção no mercado e abrir caminhos para novas oportunidades comerciais”, completou. Ivan, por sua vez, reforçou a importância da qualificação e do uso de ferramentas estratégicas para ampliar o alcance das cooperativas. “É mais do que simplesmente colocar para vender. Existe um processo de formação, orientação e capacitação para que a cooperativa esteja, de fato, pronta para acessar o mercado”, declarou. Resultados mostram evolução e desafios Na sequência, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Débora Ingrisano, apresentou os resultados do programa e resgatou sua trajetória. Ao abordar a mudança de mentalidade ao longo dos anos, ela chamou atenção para a necessidade de equilibrar conformidade e resultado. “Em determinado momento, surgiu uma pergunta que marcou esse processo: ‘que hora a gente vai falar de ganhar dinheiro?’. Isso mostra o quanto foi necessário trazer o olhar para o resultado econômico, sem perder a essência do cooperativismo”, descreveu. Os dados apresentados evidenciam o avanço da iniciativa. Entre 2023 e 2025, o programa realizou mais de 300 diagnósticos de negócio e alcançou cooperativas em 26 estados, com evolução nos indicadores de gestão e desempenho. Em algumas amostras, o crescimento médio de faturamento chegou a 35%, além do aumento no número de clientes e contratos — 65% das cooperativas conquistaram novas oportunidades comerciais. Ao mesmo tempo, o diagnóstico revelou desafios estruturais importantes: a maioria ainda não possui estratégia de comunicação, planejamento atualizado ou presença digital consolidada, o que reforça a importância das consultorias e soluções voltadas à organização interna e ao acesso a mercado. Para ilustrar soluções viáveis, na sequência, o painel Da estratégia à prática trouxe cases de sucesso e experiências das OCEs. À tarde, o foco se voltou à qualificação da gestão. O debate sobre Indicadores que geram valor abordou como medir e comunicar resultados de forma estratégica, seguido por discussões sobre governança, gestão e o suporte oferecido pelo programa. O dia foi encerrado com o painel Horizontes de crescimento, que apresentou novos segmentos e possibilidades de atuação para as cooperativas. Promoção comercial Já no segundo dia (1º), o olhar se ampliou para a promoção comercial nacional e internacional. A programação destacou a importância estratégica da inserção em mercados e o papel do Sistema OCB nesse processo, com apresentações sobre a atuação em eventos de negócios, feiras e rodadas comerciais. A trajetória da promoção comercial no Sistema OCB reflete uma evolução estratégica que acompanha as demandas do mercado e o amadurecimento das cooperativas. Conforme destacou a coordenadora de negócios, Pamella Lima, o foco inicial esteve concentrado no fortalecimento interno das cooperativas. Hoje o trabalho se direciona para ampliar de forma consistente a presença das cooperativas em mercados nacionais e internacionais. “O grande desafio das cooperativas não está apenas na capacidade de produzir, mas principalmente em acessar mercados e capturar valor de forma estruturada”, ressaltou Pamella. O trabalho realizado pelo Sistema OCB nas feiras já apresenta resultados expressivos, com a geração de milhões em expectativas de negócios, milhares de contatos qualificados com tomadores de decisões e a participação crescente de cooperativas nas ações de promoção comercial. Segundo o analista de negócios, Jean Fernandes, a atuação do Sistema OCB garante organização, planejamento, estratégia e alinhamento institucional em todas as etapas. “A governança de inscrição e seleção das cooperativas nas feiras nacionais é conduzida pelo Sistema OCB, garantindo critérios claros e estratégicos. Além disso, os estandes conseguem conciliar de forma harmônica a comunicação institucional do Sistema OCB e SomosCoop com a comunicação comercial das cooperativas, potencializando tanto a imagem quanto a geração de negócios”, destacou. A programação abordou temas essenciais para o fortalecimento da atuação comercial e, a necessidade de organização interna das cooperativas para acessar oportunidades de forma competitiva. Valeska Ciré, Head de Portfólio da Francal Feiras, destacou a relevância do posicionamento em feiras, trazendo insights sobre a percepção dos visitantes e sugestões para potencializar resultados. Pedro Piá, da ApexBrasil, apresentou o potencial das rodadas de matchmaking promovidas pela agência. Já Maurício Manfré, da Ultramares, trouxe como as cooperativas podem se preparar de forma estratégica para aproveitar as oportunidades. Ao longo do dia, também foram discutidas tendências como o avanço do mercado digital e o comportamento de novos consumidores. Durante a capacitação, o Time de Negócios apresentou a evolução do MarketCoop desde o início do projeto até a estruturação do Programa NegóciosCoop voltado ao Mercado Digital, destacando a linha do tempo até o lançamento oficial em dezembro de 2025. Foram apresentados os avanços na plataforma, com mais de 200 melhorias implementadas, e o papel do diagnóstico de maturidade digital, que já contou com a participação de 30 cooperativas, estruturando a jornada de entrada e desenvolvimento no mercado digital. A apresentação também reforçou que o MarketCoop vai além da tecnologia, ao integrar capacitações, suporte operacional e fortalecimento da presença digital das cooperativas. Foram destacados os resultados em formação e engajamento, além da evolução do Instagram como canal estratégico de visibilidade. Nesse contexto, o MarketCoop foi posicionado como uma solução que conecta desenvolvimento e acesso a mercado, ampliando a competitividade das cooperativas no ambiente digital.
Os desafios e as tendências para os negócios das cooperativas de crédito em 2026
O ano de 2026 apresenta muitas oportunidades de negócios para as cooperativas de crédito, mas também impõe desafios que precisam ser compreendidos e enfrentados pelo setor para que o Ramo continue crescendo e ganhando protagonismo perante o Sistema Financeiro Nacional. Tania Zanella, presidente-executiva do Sistema OCB, aponta que 2026 será um ano de priorização e escolhas estratégicas para o cooperativismo por conta das eleições. Ela reforça que o cooperativismo precisará trabalhar o fortalecimento da governança, a agenda de financiamento e a adaptação do setor a um cenário socioeconômico em transformação. Além disso, as cooperativas de crédito precisam lidar com juros altos, inadimplência, dificuldades no setor agropecuário e a busca pelo protagonismo na vida do cooperado. Enquanto isso, o próprio Ramo passa por transformações setoriais que influenciam as estratégias de negócios para o ano. 5 desafios e tendências para os negócios no cooperativismo de crédito em 2026 Neste artigo, reunimos cinco temas, tendências e desafios que impactarão os negócios das cooperativas de crédito no decorrer de 2026. Boa leitura! 1. A alta nas recuperações judiciais no agronegócio O ano passado foi marcado por um grande crescimento nas recuperações judiciais do agronegócio. De acordo com a Serasa Experian, o agronegócio brasileiro registrou 1.990 solicitações de RJ. Trata-se, portanto, do maior número registrado desde o início da série histórica. Esse valor representa um crescimento de 56,4% em relação a 2024. Os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos; já os agricultores e pecuaristas que operam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025. Por fim, as empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 acionamentos do instrumento no ano. Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian explica que “o ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais”. Esse cenário pode pressionar as carteiras de crédito das cooperativas com alta participação no segmento rural no decorrer de 2026. Prevenção e repercussão Para enfrentar esse desafio, as cooperativas devem observar os dados a fim de realizar a concessão de crédito de forma inteligente. De acordo com a Serasa Experian, produtores que entraram em recuperação tinham pontuação inferior à média por três anos antes do pedido. Além disso, uma decisão do STJ pode impactar a dinâmica das cooperativas perante esse cenário. A corte firmou entendimento no sentido de que créditos oriundos de atos cooperativos não se submetem aos efeitos da recuperação judicial. Essas dívidas passam a ser, portanto, extraconcursais. 2. Tecnologia e dados na análise de crédito Os dados ocupam um papel cada vez mais importante na análise e concessão de crédito. As cooperativas financeiras devem adotar os recursos tecnológicos que aumentam a profundidade dessa análise a fim de construir carteiras de crédito mais saudáveis e robustas. Em um cenário de juros altos, no qual a taxa Selic se mantém a 14,75% ao ano sem previsão de novos cortes pelo Banco Central até o final de 2026, o crédito fica mais caro. O país passa por um crescimento constante na inadimplência desde 2016. Há dez anos, 59 milhões de brasileiros estavam inadimplentes; agora, esse número chega a 81,7 milhões. A alta só foi atenuada no período da pandemia devido às políticas de renegociação. Neste intervalo, o valor total das dívidas também disparou 54,9% em valores com a inflação já descontada. Para manter as cooperativas robustas e saudáveis, é preciso aproveitar as novas ferramentas de análise de dados. Esse fator pode fazer uma grande diferença para a solidez dos negócios. Diante disso, os dados da Serasa Experian trazem uma boa notícia: as cooperativas são líderes em recuperação de crédito. Números referentes a outubro de 2025 revelam que, nas cooperativas de crédito, a taxa de recuperação é de 70%, a maior em comparação a todos os outros setores analisados. Os bancos, por exemplo, registram 61,8%. 3. Expansão da rede presencial - na contramão dos bancos tradicionais Por um lado, os bancos tradicionais fecham agências e reduzem a rede de atendimento presencial perante um discurso de digitalização e otimização de custos. Estatísticas do Banco Central indicam que o país perdeu 37% das agências bancárias em dez anos. Em contrapartida, as cooperativas aceleram a inauguração de novos postos de atendimento e ampliam a presença em cidades do interior, apostando em uma estratégia de negócios calcada na proximidade. Dados do BC mostram que o setor de cooperativas de crédito apresentou um aumento de 56,09% na quantidade de postos entre 2019 e 2024. A estratégia tem dado resultados positivos: o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) tem crescido em uma velocidade superior à média do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, as cooperativas cumprem um importante papel social ao promover a inclusão financeira a comunidades desassistidas pelo sistema bancário tradicional. O AnuárioCoop 2025 aponta que em 469 municípios brasileiros, as cooperativas representam a única instituição financeira com atendimento presencial. Essa aceleração na abertura de novos postos e a expansão até mesmo deu origem a um chamado “Clube dos 100” - cooperativas singulares que somam mais de cem postos de atendimento. Apostar na ampliação da rede de atendimento presencial, no entanto, não significa abrir mão do atendimento digital eficiente. O caminho é proporcionar uma experiência que mescle o presencial e o digital, de forma a atender diferentes perfis de cooperados. 4. Alta nas fusões e incorporações As estatísticas do AnuárioCoop 2025 apresentam uma realidade curiosa: por um lado, o número de cooperados das cooperativas de crédito cresce continuamente com o decorrer dos anos. Por outro, a quantidade total de cooperativas singulares recua. Esse movimento indica uma crescente nos processos de fusão e incorporação no Ramo. Fusão: ocorre quando duas ou mais cooperativas se unem em uma nova instituição que agrupa cooperados e capitais das cooperativas originais. Incorporação: se dá quando uma determinada cooperativa incorporadora absorve outra, incorporada, que deixa de existir. Os associados e ativos da segunda são assumidos pela primeira. Processos de fusão e incorporação são estratégias que as cooperativas de crédito encontraram para otimizar a eficiência operacional, enxugar gastos, ganhar escala, aumentar a oferta de produtos e melhorar a saúde financeira. Fusões e incorporações seguem ocorrendo em 2026 Trata-se, portanto, de uma decisão de negócios complexa, mas enxergada por muitas cooperativas como uma forma de potencializar os resultados em 2026, tendo em vista que processos de fusão e incorporação seguem acontecendo neste ano: O Sicredi Ouro Verde MT/PA nasceu com 220 associados a partir da fusão entre a Sicredi Norte PA e a Sicredi Ouro Verde MT. A Cresol Transformação oficializou unificação com a Cresol Alternativa e passou a reunir mais de 34 mil cooperados em Santa Catarina e Minas Gerais. A Cresol Pioneira concluiu a transformação da Credi Aliança, ampliando sua atuação no norte do Paraná. 5. A busca pela principalidade na vida do cooperado Um dos grandes desafios das cooperativas é se tornar a instituição financeira primária de seus associados. Para isso, o Ramo vive um momento de ênfase na diversificação de serviços e, consequentemente, fonte de receitas, para além das tradicionais operações de crédito. Nesse sentido, cada cooperativa precisa entender o perfil dos seus cooperados a fim de proporcionar os serviços financeiros adequados e, com isso, ganhar a principalidade na sua vida financeira. Alguns dos serviços oferecidos para ampliar o portfólio das cooperativas de crédito são consórcios, adquirência, seguros, previdência complementar e investimentos. Algumas iniciativas já estão conseguindo ganhar espaço nesses mercados. O Sistema Sicoob, por exemplo, ganhou força como adquirente por meio do Sipag 2.0, projeto premiado internacionalmente. A iniciativa aproxima a cooperativa de seus cooperados PJ. A Unicred, que atende a um segmento de renda mais alta, quer se tornar a plataforma de investimento de seus cooperados com a corretora ZIIN. Já no mercado de consórcios, o destaque fica com o Sistema Sicoob, que opera por meio de uma administradora própria com carteira de R$ 50 milhões ao final de 2024. A agenda institucional do cooperativismo de crédito em 2026 O Sistema OCB divulgou sua agenda institucional para o ano, revelando as prioridades estratégicas do setor cooperativista e sua atuação junto aos três poderes. A agenda do Ramo Crédito consiste em: Destaques Agenda propositiva com o Banco Central: foco na busca por melhorias regulatórias, segurança jurídica e adequação das normas prudenciais às especificidades do modelo. O objetivo é garantir um ambiente estável que sustente o crescimento das cooperativas, fortalecendo a governança e ampliando seu impacto direto no desenvolvimento regional e na interiorização do crédito no Brasil. Fundos constitucionais: superar os obstáculos no repasse de recursos ao cooperativismo de crédito para corrigir a atual concentração de financiamentos em municípios já desenvolvidos. O objetivo é garantir que o fomento alcance localidades remotas e de pequeno porte, desassistidas por grandes bancos, aumentando a eficácia e a democratização da distribuição desses fundos. Outros temas Campanhas promocionais: ações promocionais das cooperativas impulsionam a conscientização financeira e a adesão a serviços por meio de incentivos atrativos, exigindo, contudo, rigorosa conformidade regulatória para garantir a transparência e a proteção do consumidor. Garantia da participação em processos licitatórios: assegurar a inclusão isonômica das cooperativas de crédito nas licitações do INSS para o pagamento de benefícios é fundamental para ampliar a capilaridade do atendimento, fortalecer a concorrência e valorizar o modelo cooperativista nas políticas públicas federais. Conclusão O ano de 2026 representa um período de maturação e decisões estratégicas para o cooperativismo de crédito no Brasil. Diante de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados, pressão no agronegócio e altos índices de inadimplência, o setor busca seguir uma trajetória de crescimento com solidez financeira.
Saúde financeira do cooperado: o papel da cooperativa na educação financeira
A falta de saúde financeira é um problema que atinge milhares de brasileiros. Dados de julho de 2025 do Serasa apontam que cerca de 77,1 milhões de pessoas e 7,1 milhões de empresas acumulam dívidas. Essa questão atinge não apenas o bolso dos brasileiros endividados, mas também prejudica as instituições financeiras. Existem muitas causas que levam a essa situação, como diminuição da renda mensal, enfermidades ou desemprego. Entre os diversos motivos, a falta de educação financeira é um dos principais. E é aqui que as cooperativas podem atuar para mudar essa realidade. Organizações financeiras podem ajudar a tirar algumas pessoas do vermelho. Afinal, elas podem atuar como agentes que propagam instrução e orientação financeira para que seus clientes possam se organizar. Saiba o papel do cooperativismo nesse desafio e entenda a importância desse modelo de negócio para a saúde financeira dos brasileiros. Educação financeira: o que significa e por que é importante Essencial para evitar endividamentos, a educação financeira é um termo que se refere à capacidade de entender e organizar suas finanças com responsabilidade e consciência. Não significa apenas economizar dinheiro, mas sim ter compreensão do quanto, como e por que está gastando. A educação financeira é o processo de adquirir conhecimentos e desenvolver as habilidades necessárias para tomar decisões informadas e adequadas sobre o uso e a gestão do dinheiro. No cooperativismo, as cooperativas de crédito podem tomar para si a responsabilidade de promover essa instrução para seus associados. Benefícios para as pessoas e para os negócios A educação financeira traz diversos benefícios tanto para os associados quanto para as cooperativas. Quando bem informados e capacitados, os cooperados conseguem ter mais controle sobre suas finanças, proporcionando: Menores chances de endividamento. Menos ansiedade financeira e melhor qualidade de vida. Organização para concretizar objetivos profissionais e pessoais. Controle de recursos e reserva de emergência. Mais autonomia e liberdade para gastar. Ela também é positiva para as cooperativas ao reduzir a inadimplência e criar oportunidades, uma vez que associados financeiramente organizados gerenciam melhor seu crédito e usam mais serviços bancários. Dessa maneira, investir em educação financeira é investir no crescimento da própria cooperativa. Ter cooperados mais seguros, que sabem gerir bem o seu crédito e têm conhecimento acerca das próprias finanças é uma maneira de impulsionar os negócios. Papel das cooperativas na educação financeira Um dos princípios do cooperativismo é impulsionar a “educação, formação e informação” de seus associados. Nesse contexto, as cooperativas promovem a educação e a formação para que seus membros e trabalhadores possam contribuir para o desenvolvimento dos negócios e, consequentemente, dos lugares onde estão presentes. Portanto, é dever dessas instituições orientarem seus cooperados, viabilizarem a capacitação e fornecerem informação de qualidade para uma vida financeira mais saudável. Pelo contato próximo com seus associados, as cooperativas podem se tornar uma referência na jornada de educação financeira. Educação financeira na prática Um exemplo de cooperativa de crédito que atua nessa formação é a Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará. Com objetivo de levar conhecimento, liberdade e independência para seus associados, a cooperativa criou o Programa Cooperação na Ponta do Lápis, em que promove palestras e conteúdos que ajudam na construção de hábitos financeiros sustentáveis. “Esse conteúdo é organizado a partir de cinco etapas que são: conscientizar, observar, organizar, preparar e sustentar. Eles são aplicados por meio da psicologia econômica e ciências comportamentais, que propiciam uma melhor compreensão dos hábitos em relação às finanças”, registra a cooperativa. O resultado foi positivo e, no ano de 2023, mais de 80 mil pessoas, dos 33 municípios dentro da área de atuação da cooperativa, foram impactadas por iniciativas de educação financeira. Como promover educação financeira para seus cooperados Apesar de essencial, promover conhecimento para os associados não é uma tarefa fácil. Afinal, dados da 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apontam que a maioria dos brasileiros (55%) confessa entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira. Construir conhecimento em uma sociedade ainda distante dessas informações pode ser desafiador, mas algumas práticas das cooperativas podem auxiliar seus cooperados a ter maior habilidade para gerir finanças pessoais. São elas: 1. Criar programas educativos Um primeiro passo para essa capacitação é criar programas educacionais para os associados. Existem diferentes formatos que podem ser usados, como cursos, workshops, e-books e conteúdos online. A variação possibilita que cada cooperado consuma as informações do seu jeito e no seu tempo. É importante que os programas abranjam temas variados e cubram diferentes aspectos da vida financeira, como orçamento familiar, aposentadoria, cartão de crédito, dívidas e investimentos. As temáticas diversas ajudam a conquistar públicos distintos, desde pessoas mais jovens que estão começando sua vida financeira até pessoas idosas, empreendedoras e mais experientes. 2. Disponibilizar sites e aplicativos para controle financeiro Além dos programas, a cooperativa deve disponibilizar ferramentas digitais que facilitem o dia a dia dos cooperados e ajudem no processo de organização financeira. Assim, a cooperativa pode criar aplicativos que monitorem gastos, sites para controle de dívidas, cofrinhos, plataformas de metas financeiras, de investimento e rentabilidades, entre outros. As soluções inovadoras podem ser grandes aliadas quando usadas para facilitar o processo de gestão do dinheiro, deixando a educação financeira mais acessível e fácil. 3. Oferecer serviços de consultoria Materiais e programas educacionais são essenciais, mas os cooperados também precisam de um suporte real para controlar suas finanças. Esse papel é de responsabilidade das cooperativas, que devem promover consultorias personalizadas e individuais para cada caso. Ter um profissional preparado para orientar a investir, pagar as dívidas e organizar os ganhos é fundamental para a saúde financeira dos cooperados, que com ajuda não se sentem desamparados e podem tomar decisões mais precisas e saudáveis. 4. Investir em marketing e campanhas de conscientização Redes sociais, sites, e-mails e televisão são alguns dos veículos que as cooperativas podem usar para se conectar com seu público e divulgar informações relevantes para instrução financeira não apenas de seus cooperados, mas da população em geral. Campanhas para aumentar a conscientização divulgam o nome da marca de maneira positiva, atingem diversos públicos, atraem novos associados e aumentam a educação financeira no país. Conclusão: a importância da educação financeira É dever das cooperativas investir em produtos e serviços que propiciam uma vida financeira mais saudável para seus cooperados. Afinal, a educação financeira cria uma corrente de conscientização que beneficia os associados e a instituição, paralelamente. Desenvolver programas, aplicativos e campanhas que difundem informações relevantes sobre como cuidar das economias é, portanto, um dever do cooperativismo de crédito com seus associados e com a comunidade. Na CapacitaCoop você aprende como a educação financeira pode fazer seus planos saírem do papel desde cedo e seus sonhos se tornarem realidade. Acesse o curso online disponível sobre Educação Financeira para Jovens e saiba mais!
Como analisar viabilidade e ROI em projetos de inovação
A inovação é essencial para uma cooperativa crescer e se destacar no mercado. São soluções inovadoras que transformam uma marca, conquistam novos públicos e fidelizam os clientes já existentes. Mas antes de apostar em criar produtos, serviços e operações inovadoras, é preciso entender se vale a pena investir tempo e dinheiro. Para garantir a efetividade de um novo projeto, saiba como avaliar a sua viabilidade e ROI. ROI e Viabilidade: o que significam Antes de tudo, é importante entender o que significa uma inovação ser viável. Para que uma iniciativa saia do papel, deve-se compreender se de fato ela pode trazer resultados positivos para a cooperativa, seus cooperados ou clientes. Esse projeto precisa ser pensado para sanar um problema, melhorar uma operação ou atender demandas do mercado. Análise de viabilidade O primeiro passo é fazer a análise de viabilidade da inovação. Ou seja, elaborar uma avaliação detalhada para entender a executabilidade de um projeto, verificando se ele é viável de forma técnica, legal, operacional, mercadológica e financeira (ROI). É preciso, nessa fase, mapear se a cooperativa conta com recursos, tecnologias, capacidade técnica da equipe, equipamentos e infraestrutura necessária para a execução da iniciativa. Se não, vale estudar que parcerias e fomentos podem ajudar a pôr em prática o negócio. Operacionalmente falando, a cooperativa deve se perguntar: existe tempo na agenda dos colaboradores para dedicação ao projeto ou é necessário contratar mão de obra? Nesse momento, é hora de olhar para as operações como um todo, e não apenas para a inovação, a fim de compreender como encaixar as novas demandas na rotina. Analisar o mercado, as tendências de consumidores e os impasses legais também garante que a inovação seja bem-sucedida, evitando impactos negativos. Por fim, a análise financeira pode ser feita pelo ROI. A análise de ROI O ROI (Return on Investment, ou retorno sobre investimento em português) é uma metodologia que avalia se os investimentos em uma inovação trarão retornos econômicos positivos e resultados efetivos para a cooperativa. É o estudo responsável pela parte econômica dos projetos, para compreender se ele é financeiramente sustentável. Assim, são levados em consideração os custos de implementação, os investimentos, o fluxo de caixa atual da cooperativa e o possível lucro. Como analisar a viabilidade de um projeto Compreendida a importância de estudar a viabilidade e as finanças de uma inovação, é hora de entender como pôr essa avaliação em prática. Para realizar essa análise, a cooperativa deve atentar para alguns pilares que garantem o sucesso de um projeto. São eles: Definir objetivos, metas, prazos O primeiro passo é delimitar o que é a inovação e para que ela será criada. Nesse momento, é importante fazer um esboço geral, entendendo as metas do projeto, qual é seu objetivo principal e seus objetivos específicos. Pensando nas finalidades da inovação, é fundamental entender em quanto tempo essa iniciativa precisa ser executada. Assim é possível criar metas a curto, médio e longo prazo para que o projeto saia do papel e tenha uma data-limite de entrega. Essa organização traz um maior direcionamento e delimita a melhor maneira de desenvolver o projeto. Fazer a pesquisa de mercado, concorrência e público Outra análise essencial para garantir a viabilidade do projeto é fazer o estudo do mercado no qual a inovação será inserida. Em tempos de grande volatilidade, a cooperativa precisa entender: em que contexto se dá essa inovação, quais são os cenários geopolíticos e como a economia se encontra no momento. O mais importante é compreender o seu público-alvo, estudando suas demandas, suas necessidades e suas vontades. Também vale analisar a concorrência, para conseguir se destacar e criar uma inovação que melhor atenda aos clientes. Analisar as finanças e o ROI Uma das partes mais cruciais na avaliação de um projeto é o seu financeiro. Entender qual é o percentual de ganho alcançado em relação ao valor que será investido ajuda a determinar se a iniciativa é rentável. Para isso, existe a fórmula de análise do ROI. Conheça a fórmula para calcular o ROI Para calcular o ROI, a fórmula se baseia em: subtrair o valor ganho pelo valor investido, e dividir o resultado pelas despesas. Por fim, o último passo é multiplicar por 100, chegando ao percentual de lucro. ROI = GANHO OBTIDO – CUSTOS x 100 CUSTO Assim, o ROI é um percentual que mede a eficiência de um projeto para gerar lucro. Preparar a gestão de riscos Qualquer inovação vem acompanhada de riscos. Mudanças regulatórias, geopolíticas e até mesmo ambientais podem prejudicar as operações e resultados de um projeto, e ter isso em consideração na hora de executar uma iniciativa é essencial. Para se proteger, é importante construir uma cultura organizacional resiliente que trabalhe constantemente em uma gestão de riscos, a fim de identificar, avaliar e mitigar possíveis problemas que uma inovação pode enfrentar. Avaliar os recursos e competências para executabilidade Analisar se a cooperativa possui mão de obra, recursos e competência para executar o projeto é outro passo essencial antes de colocar a inovação em ação. É importante se reunir com o time e avaliar se existem colaboradores e infraestrutura disponíveis para trazer a inovação para aplicação real. Esse entendimento facilita a implementação e possibilita à cooperativa se preparar para eventuais gastos e contratações necessários. Conclusão: inovar com ROI é inovar com menos riscos Inovar é um processo acompanhado de riscos, afinal é inevitável mudar sem ter algumas incertezas e deslizes no caminho. Mas é possível diminuir as eventuais falhas quando apostamos em um plano de inovação baseado em estudos e análise de viabilidade e ROI. Entender o mercado, o seu financeiro, as questões internas e externas de uma cooperativa antes de inovar é um procedimento que aumenta as chances de sucesso e traz mais certeza para a marca.
Gestão de Produtos e Serviços
Gerenciar produtos e serviços de forma estratégica é fundamental para ampliar resultados, inovar com segurança e fortalecer a competitividade das cooperativas. Este curso apresenta os principais conceitos, técnicas e ferramentas que ajudam a organizar, avaliar e aprimorar o portfólio da cooperativa, garantindo maior alinhamento às necessidades do mercado e dos cooperados. Você vai aprender: conceitos básicos sobre produtos e serviços; desenvolvimento de novos produtos e serviços; análise de portfólio. Inscreva-se agora e desenvolva uma gestão mais estratégica de produtos e serviços!
Gestão Logística em Cooperativas Agropecuárias
Garantir eficiência logística é fundamental para o desempenho e a competitividade das cooperativas agropecuárias. Este curso foi desenvolvido para profissionais que desejam aprimorar sua capacidade de planejamento, operação e gestão dos processos logísticos, aplicando soluções modernas alinhadas às demandas do setor. Você vai aprender: introdução à gestão logística; planejamento logístico; transporte e distribuição; tecnologia e inovação na logística; gestão de relacionamentos e parcerias. Inscreva-se agora e eleve o nível da sua gestão logística!
Gestão de Marcas
Em um mercado cada vez mais competitivo, construir uma marca forte, coerente e alinhada aos valores cooperativistas é essencial para gerar confiança e fortalecer a identidade institucional. Este curso foi desenvolvido para orientar cooperativas e seus profissionais a compreender, estruturar e comunicar marcas de forma estratégica. Você vai aprender: introdução e conceitos gerais; o cooperativismo e a hierarquia de marcas; branding estratégico e posicionamento; comunicação e expressão; fortalecimento e evolução das marcas. Inscreva-se agora e aprenda a construir marcas fortes, autênticas e estratégicas!
Vitrine Digital: a Arte da Visibilidade Estratégica!
Neste curso, você vai descobrir como transformar a presença digital do seu negócio em uma poderosa vitrine capaz de atrair, engajar e conquistar clientes. Pensado para quem deseja fortalecer sua atuação no ambiente online, o conteúdo oferece técnicas práticas de marketing digital para ampliar resultados e destacar produtos e serviços de forma estratégica. Você vai aprender: entendendo o seu produto; como destacar o meu produto ou serviço no mercado online; divulgando produtos e serviços no ambiente digital. Inscreva-se agora e transforme seu negócio em uma verdadeira vitrine online!