Mercado nacional
O Brasil conta com quase 6 mil cooperativas, que agregam mais de 15 milhões de cooperados. Esses números representam um impacto enorme na vida de milhões de brasileiros e na economia nacional. E ainda há muito a crescer por aqui! Existe muito espaço a ser ocupado pelo coop e a nossa atuação pode ser ampliada em todos os setores. É por isso que aqui, no ConexãoCoop, vamos mapear todas as oportunidades que podem impulsionar a sua cooperativa no mercado nacional!
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MAPA
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O Mapa é um dos maiores parceiros do cooperativismo e do Sistema OCB. Atualmente, uma série de iniciativas do ministério têm as coops como prioridade ou atores-chave em seu desenvolvimento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos principais - senão o maior - parceiro estratégico do cooperativismo brasileiro.Juntos, OCB e Mapa, estão realizando diversas ações que impactam as coops diretamente. Além disso, o ministério também atua como defensor do coop, em outras pautas relacionadas ao setor, junto a outros órgãos. O programa mais importante que está sendo executado pelo Mapa em parceria com o Sistema OCB, é o Brasil Mais Cooperativo. O seu objetivo é ampliar as oportunidades de negócios para as cooperativas e fortalecer o nosso modelo de negócios de norte a sul do país. Inclusive, um dos eixos de atuação do programa é voltado para o desenvolvimento do coop na Região Nordeste.
Todas as iniciativas são construídas de maneira colaborativa na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, que também conta com uma diretoria de Cooperativismo e Acesso a Mercados. Por lá são pensadas as ações para inserir e impulsionar as cooperativas brasileiras, especialmente aquelas de pequeno e médio portes.
NOSSOS PARCEIROS
MAPA
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O Mapa é um dos maiores parceiros do cooperativismo e do Sistema OCB. Atualmente, uma série de iniciativas do ministério têm as coops como prioridade ou atores-chave em seu desenvolvimento. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) é um dos principais - senão o maior - parceiro estratégico do cooperativismo brasileiro.Juntos, OCB e Mapa, estão realizando diversas ações que impactam as coops diretamente. Além disso, o ministério também atua como defensor do coop, em outras pautas relacionadas ao setor, junto a outros órgãos. O programa mais importante que está sendo executado pelo Mapa em parceria com o Sistema OCB, é o Brasil Mais Cooperativo. O seu objetivo é ampliar as oportunidades de negócios para as cooperativas e fortalecer o nosso modelo de negócios de norte a sul do país. Inclusive, um dos eixos de atuação do programa é voltado para o desenvolvimento do coop na Região Nordeste.
Todas as iniciativas são construídas de maneira colaborativa na Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, que também conta com uma diretoria de Cooperativismo e Acesso a Mercados. Por lá são pensadas as ações para inserir e impulsionar as cooperativas brasileiras, especialmente aquelas de pequeno e médio portes.
BNDES
BNDES
O cooperativismo brasileiro, representado pelo Sistema OCB, é considerado um dos grandes parceiros do BNDES na promoção do desenvolvimento econômico e social do país. Essa parceria fortalece o relacionamento com as cooperativas, permite a difusão de informações sobre produtos e programas do Banco e viabiliza o acesso a recursos por meio das cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, localizados em diversos municípios do país.
Dentre as soluções financeiras que podem ser acessadas pelas cooperativas e seus cooperados, destacam-se aquelas destinadas ao setor agropecuário. O BNDES disponibiliza recursos por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs) e das linhas específicas do Banco, que atendem a diversas necessidades, como projetos de investimento, aquisição de máquinas e equipamentos, recursos para custeio, investimentos em sustentabilidade, armazenagem, inovação, modernização, dentre outras.
Há ainda outras soluções como o Procapcred, o BNDES Finame, o BNDES Pequenas Empresas e o BNDES Garantia, que podem ser acessados por cooperados e/ou cooperativas de todo o Brasil. Tais produtos permitem o financiamento para aquisição de cotas-partes das cooperativas, para capital de giro e para obtenção de garantias.
É importante ressaltar também o papel exercido pelas cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, que atuam como agentes financeiros credenciados do BNDES. Por ter uma presença em diversas regiões, tais instituições contribuem para uma descentralização do crédito no mercado, trazendo assim um maior potencial de geração de emprego e renda em todo país.
Por fim, o BNDES mantém o compromisso com a sustentabilidade do cooperativismo brasileiro e reconhece o papel relevante do Sistema OCB na representação, defesa e desenvolvimento do setor para torná-lo ainda mais competitivo e reconhecido por toda a sociedade brasileira.
NOSSOS PARCEIROS
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O cooperativismo brasileiro, representado pelo Sistema OCB, é considerado um dos grandes parceiros do BNDES na promoção do desenvolvimento econômico e social do país. Essa parceria fortalece o relacionamento com as cooperativas, permite a difusão de informações sobre produtos e programas do Banco e viabiliza o acesso a recursos por meio das cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, localizados em diversos municípios do país.
Dentre as soluções financeiras que podem ser acessadas pelas cooperativas e seus cooperados, destacam-se aquelas destinadas ao setor agropecuário. O BNDES disponibiliza recursos por meio dos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGFs) e das linhas específicas do Banco, que atendem a diversas necessidades, como projetos de investimento, aquisição de máquinas e equipamentos, recursos para custeio, investimentos em sustentabilidade, armazenagem, inovação, modernização, dentre outras.
Há ainda outras soluções como o Procapcred, o BNDES Finame, o BNDES Pequenas Empresas e o BNDES Garantia, que podem ser acessados por cooperados e/ou cooperativas de todo o Brasil. Tais produtos permitem o financiamento para aquisição de cotas-partes das cooperativas, para capital de giro e para obtenção de garantias.
É importante ressaltar também o papel exercido pelas cooperativas de crédito e bancos cooperativos parceiros, que atuam como agentes financeiros credenciados do BNDES. Por ter uma presença em diversas regiões, tais instituições contribuem para uma descentralização do crédito no mercado, trazendo assim um maior potencial de geração de emprego e renda em todo país.
Por fim, o BNDES mantém o compromisso com a sustentabilidade do cooperativismo brasileiro e reconhece o papel relevante do Sistema OCB na representação, defesa e desenvolvimento do setor para torná-lo ainda mais competitivo e reconhecido por toda a sociedade brasileira.
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NegóciosCoop capacita equipes para ampliar acesso a mercados
Encontro do Eleva reuniu profissionais de todo o país para dois dias de capacitação O Sistema OCB promoveu, durante dois dias (31/03 e 01/04), mais uma capacitação do Eleva, desta vez voltada às equipes de negócios das Organizações Estaduais (OCEs). ,com o objetivo de aprofundar metodologias, fortalecer o atendimento às cooperativas e ampliar sua inserção em mercados nacionais e internacionais. A capacitação foi estruturada em dois dias complementares. No primeiro dia (31), dedicado ao eixo Mercado Nacional, a programação começou com a participação da gerente geral da OCB, Clara Maffia, e do gerente geral do Sescoop, Ivan Mafra, que destacaram o papel estratégico do programa na geração de resultados concretos para o cooperativismo. “O cooperativismo tem um impacto social muito relevante, mas, antes de tudo, é um modelo econômico. Nosso desafio é ajudar as cooperativas a se desenvolverem nesse campo para transformar realidades e gerar resultados de forma mais rápida”, afirmou Clara. Ela ressaltou que o trabalho vai além da preparação interna. “A gente começa com diagnóstico, organiza, estrutura, fortalece a gestão e o marketing. Mas isso não basta. É preciso apoiar a inserção no mercado e abrir caminhos para novas oportunidades comerciais”, completou. Ivan, por sua vez, reforçou a importância da qualificação e do uso de ferramentas estratégicas para ampliar o alcance das cooperativas. “É mais do que simplesmente colocar para vender. Existe um processo de formação, orientação e capacitação para que a cooperativa esteja, de fato, pronta para acessar o mercado”, declarou. Resultados mostram evolução e desafios Na sequência, a gerente de Desenvolvimento de Cooperativas, Débora Ingrisano, apresentou os resultados do programa e resgatou sua trajetória. Ao abordar a mudança de mentalidade ao longo dos anos, ela chamou atenção para a necessidade de equilibrar conformidade e resultado. “Em determinado momento, surgiu uma pergunta que marcou esse processo: ‘que hora a gente vai falar de ganhar dinheiro?’. Isso mostra o quanto foi necessário trazer o olhar para o resultado econômico, sem perder a essência do cooperativismo”, descreveu. Os dados apresentados evidenciam o avanço da iniciativa. Entre 2023 e 2025, o programa realizou mais de 300 diagnósticos de negócio e alcançou cooperativas em 26 estados, com evolução nos indicadores de gestão e desempenho. Em algumas amostras, o crescimento médio de faturamento chegou a 35%, além do aumento no número de clientes e contratos — 65% das cooperativas conquistaram novas oportunidades comerciais. Ao mesmo tempo, o diagnóstico revelou desafios estruturais importantes: a maioria ainda não possui estratégia de comunicação, planejamento atualizado ou presença digital consolidada, o que reforça a importância das consultorias e soluções voltadas à organização interna e ao acesso a mercado. Para ilustrar soluções viáveis, na sequência, o painel Da estratégia à prática trouxe cases de sucesso e experiências das OCEs. À tarde, o foco se voltou à qualificação da gestão. O debate sobre Indicadores que geram valor abordou como medir e comunicar resultados de forma estratégica, seguido por discussões sobre governança, gestão e o suporte oferecido pelo programa. O dia foi encerrado com o painel Horizontes de crescimento, que apresentou novos segmentos e possibilidades de atuação para as cooperativas. Promoção comercial Já no segundo dia (1º), o olhar se ampliou para a promoção comercial nacional e internacional. A programação destacou a importância estratégica da inserção em mercados e o papel do Sistema OCB nesse processo, com apresentações sobre a atuação em eventos de negócios, feiras e rodadas comerciais. A trajetória da promoção comercial no Sistema OCB reflete uma evolução estratégica que acompanha as demandas do mercado e o amadurecimento das cooperativas. Conforme destacou a coordenadora de negócios, Pamella Lima, o foco inicial esteve concentrado no fortalecimento interno das cooperativas. Hoje o trabalho se direciona para ampliar de forma consistente a presença das cooperativas em mercados nacionais e internacionais. “O grande desafio das cooperativas não está apenas na capacidade de produzir, mas principalmente em acessar mercados e capturar valor de forma estruturada”, ressaltou Pamella. O trabalho realizado pelo Sistema OCB nas feiras já apresenta resultados expressivos, com a geração de milhões em expectativas de negócios, milhares de contatos qualificados com tomadores de decisões e a participação crescente de cooperativas nas ações de promoção comercial. Segundo o analista de negócios, Jean Fernandes, a atuação do Sistema OCB garante organização, planejamento, estratégia e alinhamento institucional em todas as etapas. “A governança de inscrição e seleção das cooperativas nas feiras nacionais é conduzida pelo Sistema OCB, garantindo critérios claros e estratégicos. Além disso, os estandes conseguem conciliar de forma harmônica a comunicação institucional do Sistema OCB e SomosCoop com a comunicação comercial das cooperativas, potencializando tanto a imagem quanto a geração de negócios”, destacou. A programação abordou temas essenciais para o fortalecimento da atuação comercial e, a necessidade de organização interna das cooperativas para acessar oportunidades de forma competitiva. Valeska Ciré, Head de Portfólio da Francal Feiras, destacou a relevância do posicionamento em feiras, trazendo insights sobre a percepção dos visitantes e sugestões para potencializar resultados. Pedro Piá, da ApexBrasil, apresentou o potencial das rodadas de matchmaking promovidas pela agência. Já Maurício Manfré, da Ultramares, trouxe como as cooperativas podem se preparar de forma estratégica para aproveitar as oportunidades. Ao longo do dia, também foram discutidas tendências como o avanço do mercado digital e o comportamento de novos consumidores. Durante a capacitação, o Time de Negócios apresentou a evolução do MarketCoop desde o início do projeto até a estruturação do Programa NegóciosCoop voltado ao Mercado Digital, destacando a linha do tempo até o lançamento oficial em dezembro de 2025. Foram apresentados os avanços na plataforma, com mais de 200 melhorias implementadas, e o papel do diagnóstico de maturidade digital, que já contou com a participação de 30 cooperativas, estruturando a jornada de entrada e desenvolvimento no mercado digital. A apresentação também reforçou que o MarketCoop vai além da tecnologia, ao integrar capacitações, suporte operacional e fortalecimento da presença digital das cooperativas. Foram destacados os resultados em formação e engajamento, além da evolução do Instagram como canal estratégico de visibilidade. Nesse contexto, o MarketCoop foi posicionado como uma solução que conecta desenvolvimento e acesso a mercado, ampliando a competitividade das cooperativas no ambiente digital.
Os desafios e as tendências para os negócios das cooperativas de crédito em 2026
O ano de 2026 apresenta muitas oportunidades de negócios para as cooperativas de crédito, mas também impõe desafios que precisam ser compreendidos e enfrentados pelo setor para que o Ramo continue crescendo e ganhando protagonismo perante o Sistema Financeiro Nacional. Tania Zanella, presidente-executiva do Sistema OCB, aponta que 2026 será um ano de priorização e escolhas estratégicas para o cooperativismo por conta das eleições. Ela reforça que o cooperativismo precisará trabalhar o fortalecimento da governança, a agenda de financiamento e a adaptação do setor a um cenário socioeconômico em transformação. Além disso, as cooperativas de crédito precisam lidar com juros altos, inadimplência, dificuldades no setor agropecuário e a busca pelo protagonismo na vida do cooperado. Enquanto isso, o próprio Ramo passa por transformações setoriais que influenciam as estratégias de negócios para o ano. 5 desafios e tendências para os negócios no cooperativismo de crédito em 2026 Neste artigo, reunimos cinco temas, tendências e desafios que impactarão os negócios das cooperativas de crédito no decorrer de 2026. Boa leitura! 1. A alta nas recuperações judiciais no agronegócio O ano passado foi marcado por um grande crescimento nas recuperações judiciais do agronegócio. De acordo com a Serasa Experian, o agronegócio brasileiro registrou 1.990 solicitações de RJ. Trata-se, portanto, do maior número registrado desde o início da série histórica. Esse valor representa um crescimento de 56,4% em relação a 2024. Os produtores rurais que atuam como pessoa física registraram 853 pedidos; já os agricultores e pecuaristas que operam como pessoa jurídica registraram 753 pedidos de recuperação judicial em 2025. Por fim, as empresas com atuação relacionada ao agronegócio registraram 384 acionamentos do instrumento no ano. Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian explica que “o ambiente de crédito mais restritivo, combinado à manutenção de custos elevados de produção e a uma alavancagem elevada, continuou impactando o fluxo de caixa das operações rurais”. Esse cenário pode pressionar as carteiras de crédito das cooperativas com alta participação no segmento rural no decorrer de 2026. Prevenção e repercussão Para enfrentar esse desafio, as cooperativas devem observar os dados a fim de realizar a concessão de crédito de forma inteligente. De acordo com a Serasa Experian, produtores que entraram em recuperação tinham pontuação inferior à média por três anos antes do pedido. Além disso, uma decisão do STJ pode impactar a dinâmica das cooperativas perante esse cenário. A corte firmou entendimento no sentido de que créditos oriundos de atos cooperativos não se submetem aos efeitos da recuperação judicial. Essas dívidas passam a ser, portanto, extraconcursais. 2. Tecnologia e dados na análise de crédito Os dados ocupam um papel cada vez mais importante na análise e concessão de crédito. As cooperativas financeiras devem adotar os recursos tecnológicos que aumentam a profundidade dessa análise a fim de construir carteiras de crédito mais saudáveis e robustas. Em um cenário de juros altos, no qual a taxa Selic se mantém a 14,75% ao ano sem previsão de novos cortes pelo Banco Central até o final de 2026, o crédito fica mais caro. O país passa por um crescimento constante na inadimplência desde 2016. Há dez anos, 59 milhões de brasileiros estavam inadimplentes; agora, esse número chega a 81,7 milhões. A alta só foi atenuada no período da pandemia devido às políticas de renegociação. Neste intervalo, o valor total das dívidas também disparou 54,9% em valores com a inflação já descontada. Para manter as cooperativas robustas e saudáveis, é preciso aproveitar as novas ferramentas de análise de dados. Esse fator pode fazer uma grande diferença para a solidez dos negócios. Diante disso, os dados da Serasa Experian trazem uma boa notícia: as cooperativas são líderes em recuperação de crédito. Números referentes a outubro de 2025 revelam que, nas cooperativas de crédito, a taxa de recuperação é de 70%, a maior em comparação a todos os outros setores analisados. Os bancos, por exemplo, registram 61,8%. 3. Expansão da rede presencial - na contramão dos bancos tradicionais Por um lado, os bancos tradicionais fecham agências e reduzem a rede de atendimento presencial perante um discurso de digitalização e otimização de custos. Estatísticas do Banco Central indicam que o país perdeu 37% das agências bancárias em dez anos. Em contrapartida, as cooperativas aceleram a inauguração de novos postos de atendimento e ampliam a presença em cidades do interior, apostando em uma estratégia de negócios calcada na proximidade. Dados do BC mostram que o setor de cooperativas de crédito apresentou um aumento de 56,09% na quantidade de postos entre 2019 e 2024. A estratégia tem dado resultados positivos: o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) tem crescido em uma velocidade superior à média do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, as cooperativas cumprem um importante papel social ao promover a inclusão financeira a comunidades desassistidas pelo sistema bancário tradicional. O AnuárioCoop 2025 aponta que em 469 municípios brasileiros, as cooperativas representam a única instituição financeira com atendimento presencial. Essa aceleração na abertura de novos postos e a expansão até mesmo deu origem a um chamado “Clube dos 100” - cooperativas singulares que somam mais de cem postos de atendimento. Apostar na ampliação da rede de atendimento presencial, no entanto, não significa abrir mão do atendimento digital eficiente. O caminho é proporcionar uma experiência que mescle o presencial e o digital, de forma a atender diferentes perfis de cooperados. 4. Alta nas fusões e incorporações As estatísticas do AnuárioCoop 2025 apresentam uma realidade curiosa: por um lado, o número de cooperados das cooperativas de crédito cresce continuamente com o decorrer dos anos. Por outro, a quantidade total de cooperativas singulares recua. Esse movimento indica uma crescente nos processos de fusão e incorporação no Ramo. Fusão: ocorre quando duas ou mais cooperativas se unem em uma nova instituição que agrupa cooperados e capitais das cooperativas originais. Incorporação: se dá quando uma determinada cooperativa incorporadora absorve outra, incorporada, que deixa de existir. Os associados e ativos da segunda são assumidos pela primeira. Processos de fusão e incorporação são estratégias que as cooperativas de crédito encontraram para otimizar a eficiência operacional, enxugar gastos, ganhar escala, aumentar a oferta de produtos e melhorar a saúde financeira. Fusões e incorporações seguem ocorrendo em 2026 Trata-se, portanto, de uma decisão de negócios complexa, mas enxergada por muitas cooperativas como uma forma de potencializar os resultados em 2026, tendo em vista que processos de fusão e incorporação seguem acontecendo neste ano: O Sicredi Ouro Verde MT/PA nasceu com 220 associados a partir da fusão entre a Sicredi Norte PA e a Sicredi Ouro Verde MT. A Cresol Transformação oficializou unificação com a Cresol Alternativa e passou a reunir mais de 34 mil cooperados em Santa Catarina e Minas Gerais. A Cresol Pioneira concluiu a transformação da Credi Aliança, ampliando sua atuação no norte do Paraná. 5. A busca pela principalidade na vida do cooperado Um dos grandes desafios das cooperativas é se tornar a instituição financeira primária de seus associados. Para isso, o Ramo vive um momento de ênfase na diversificação de serviços e, consequentemente, fonte de receitas, para além das tradicionais operações de crédito. Nesse sentido, cada cooperativa precisa entender o perfil dos seus cooperados a fim de proporcionar os serviços financeiros adequados e, com isso, ganhar a principalidade na sua vida financeira. Alguns dos serviços oferecidos para ampliar o portfólio das cooperativas de crédito são consórcios, adquirência, seguros, previdência complementar e investimentos. Algumas iniciativas já estão conseguindo ganhar espaço nesses mercados. O Sistema Sicoob, por exemplo, ganhou força como adquirente por meio do Sipag 2.0, projeto premiado internacionalmente. A iniciativa aproxima a cooperativa de seus cooperados PJ. A Unicred, que atende a um segmento de renda mais alta, quer se tornar a plataforma de investimento de seus cooperados com a corretora ZIIN. Já no mercado de consórcios, o destaque fica com o Sistema Sicoob, que opera por meio de uma administradora própria com carteira de R$ 50 milhões ao final de 2024. A agenda institucional do cooperativismo de crédito em 2026 O Sistema OCB divulgou sua agenda institucional para o ano, revelando as prioridades estratégicas do setor cooperativista e sua atuação junto aos três poderes. A agenda do Ramo Crédito consiste em: Destaques Agenda propositiva com o Banco Central: foco na busca por melhorias regulatórias, segurança jurídica e adequação das normas prudenciais às especificidades do modelo. O objetivo é garantir um ambiente estável que sustente o crescimento das cooperativas, fortalecendo a governança e ampliando seu impacto direto no desenvolvimento regional e na interiorização do crédito no Brasil. Fundos constitucionais: superar os obstáculos no repasse de recursos ao cooperativismo de crédito para corrigir a atual concentração de financiamentos em municípios já desenvolvidos. O objetivo é garantir que o fomento alcance localidades remotas e de pequeno porte, desassistidas por grandes bancos, aumentando a eficácia e a democratização da distribuição desses fundos. Outros temas Campanhas promocionais: ações promocionais das cooperativas impulsionam a conscientização financeira e a adesão a serviços por meio de incentivos atrativos, exigindo, contudo, rigorosa conformidade regulatória para garantir a transparência e a proteção do consumidor. Garantia da participação em processos licitatórios: assegurar a inclusão isonômica das cooperativas de crédito nas licitações do INSS para o pagamento de benefícios é fundamental para ampliar a capilaridade do atendimento, fortalecer a concorrência e valorizar o modelo cooperativista nas políticas públicas federais. Conclusão O ano de 2026 representa um período de maturação e decisões estratégicas para o cooperativismo de crédito no Brasil. Diante de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados, pressão no agronegócio e altos índices de inadimplência, o setor busca seguir uma trajetória de crescimento com solidez financeira.
Saúde financeira do cooperado: o papel da cooperativa na educação financeira
A falta de saúde financeira é um problema que atinge milhares de brasileiros. Dados de julho de 2025 do Serasa apontam que cerca de 77,1 milhões de pessoas e 7,1 milhões de empresas acumulam dívidas. Essa questão atinge não apenas o bolso dos brasileiros endividados, mas também prejudica as instituições financeiras. Existem muitas causas que levam a essa situação, como diminuição da renda mensal, enfermidades ou desemprego. Entre os diversos motivos, a falta de educação financeira é um dos principais. E é aqui que as cooperativas podem atuar para mudar essa realidade. Organizações financeiras podem ajudar a tirar algumas pessoas do vermelho. Afinal, elas podem atuar como agentes que propagam instrução e orientação financeira para que seus clientes possam se organizar. Saiba o papel do cooperativismo nesse desafio e entenda a importância desse modelo de negócio para a saúde financeira dos brasileiros. Educação financeira: o que significa e por que é importante Essencial para evitar endividamentos, a educação financeira é um termo que se refere à capacidade de entender e organizar suas finanças com responsabilidade e consciência. Não significa apenas economizar dinheiro, mas sim ter compreensão do quanto, como e por que está gastando. A educação financeira é o processo de adquirir conhecimentos e desenvolver as habilidades necessárias para tomar decisões informadas e adequadas sobre o uso e a gestão do dinheiro. No cooperativismo, as cooperativas de crédito podem tomar para si a responsabilidade de promover essa instrução para seus associados. Benefícios para as pessoas e para os negócios A educação financeira traz diversos benefícios tanto para os associados quanto para as cooperativas. Quando bem informados e capacitados, os cooperados conseguem ter mais controle sobre suas finanças, proporcionando: Menores chances de endividamento. Menos ansiedade financeira e melhor qualidade de vida. Organização para concretizar objetivos profissionais e pessoais. Controle de recursos e reserva de emergência. Mais autonomia e liberdade para gastar. Ela também é positiva para as cooperativas ao reduzir a inadimplência e criar oportunidades, uma vez que associados financeiramente organizados gerenciam melhor seu crédito e usam mais serviços bancários. Dessa maneira, investir em educação financeira é investir no crescimento da própria cooperativa. Ter cooperados mais seguros, que sabem gerir bem o seu crédito e têm conhecimento acerca das próprias finanças é uma maneira de impulsionar os negócios. Papel das cooperativas na educação financeira Um dos princípios do cooperativismo é impulsionar a “educação, formação e informação” de seus associados. Nesse contexto, as cooperativas promovem a educação e a formação para que seus membros e trabalhadores possam contribuir para o desenvolvimento dos negócios e, consequentemente, dos lugares onde estão presentes. Portanto, é dever dessas instituições orientarem seus cooperados, viabilizarem a capacitação e fornecerem informação de qualidade para uma vida financeira mais saudável. Pelo contato próximo com seus associados, as cooperativas podem se tornar uma referência na jornada de educação financeira. Educação financeira na prática Um exemplo de cooperativa de crédito que atua nessa formação é a Sicredi Integração Mato Grosso, Amapá e Pará. Com objetivo de levar conhecimento, liberdade e independência para seus associados, a cooperativa criou o Programa Cooperação na Ponta do Lápis, em que promove palestras e conteúdos que ajudam na construção de hábitos financeiros sustentáveis. “Esse conteúdo é organizado a partir de cinco etapas que são: conscientizar, observar, organizar, preparar e sustentar. Eles são aplicados por meio da psicologia econômica e ciências comportamentais, que propiciam uma melhor compreensão dos hábitos em relação às finanças”, registra a cooperativa. O resultado foi positivo e, no ano de 2023, mais de 80 mil pessoas, dos 33 municípios dentro da área de atuação da cooperativa, foram impactadas por iniciativas de educação financeira. Como promover educação financeira para seus cooperados Apesar de essencial, promover conhecimento para os associados não é uma tarefa fácil. Afinal, dados da 17ª edição da pesquisa Observatório Febraban (Federação Brasileira de Bancos) apontam que a maioria dos brasileiros (55%) confessa entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira. Construir conhecimento em uma sociedade ainda distante dessas informações pode ser desafiador, mas algumas práticas das cooperativas podem auxiliar seus cooperados a ter maior habilidade para gerir finanças pessoais. São elas: 1. Criar programas educativos Um primeiro passo para essa capacitação é criar programas educacionais para os associados. Existem diferentes formatos que podem ser usados, como cursos, workshops, e-books e conteúdos online. A variação possibilita que cada cooperado consuma as informações do seu jeito e no seu tempo. É importante que os programas abranjam temas variados e cubram diferentes aspectos da vida financeira, como orçamento familiar, aposentadoria, cartão de crédito, dívidas e investimentos. As temáticas diversas ajudam a conquistar públicos distintos, desde pessoas mais jovens que estão começando sua vida financeira até pessoas idosas, empreendedoras e mais experientes. 2. Disponibilizar sites e aplicativos para controle financeiro Além dos programas, a cooperativa deve disponibilizar ferramentas digitais que facilitem o dia a dia dos cooperados e ajudem no processo de organização financeira. Assim, a cooperativa pode criar aplicativos que monitorem gastos, sites para controle de dívidas, cofrinhos, plataformas de metas financeiras, de investimento e rentabilidades, entre outros. As soluções inovadoras podem ser grandes aliadas quando usadas para facilitar o processo de gestão do dinheiro, deixando a educação financeira mais acessível e fácil. 3. Oferecer serviços de consultoria Materiais e programas educacionais são essenciais, mas os cooperados também precisam de um suporte real para controlar suas finanças. Esse papel é de responsabilidade das cooperativas, que devem promover consultorias personalizadas e individuais para cada caso. Ter um profissional preparado para orientar a investir, pagar as dívidas e organizar os ganhos é fundamental para a saúde financeira dos cooperados, que com ajuda não se sentem desamparados e podem tomar decisões mais precisas e saudáveis. 4. Investir em marketing e campanhas de conscientização Redes sociais, sites, e-mails e televisão são alguns dos veículos que as cooperativas podem usar para se conectar com seu público e divulgar informações relevantes para instrução financeira não apenas de seus cooperados, mas da população em geral. Campanhas para aumentar a conscientização divulgam o nome da marca de maneira positiva, atingem diversos públicos, atraem novos associados e aumentam a educação financeira no país. Conclusão: a importância da educação financeira É dever das cooperativas investir em produtos e serviços que propiciam uma vida financeira mais saudável para seus cooperados. Afinal, a educação financeira cria uma corrente de conscientização que beneficia os associados e a instituição, paralelamente. Desenvolver programas, aplicativos e campanhas que difundem informações relevantes sobre como cuidar das economias é, portanto, um dever do cooperativismo de crédito com seus associados e com a comunidade. Na CapacitaCoop você aprende como a educação financeira pode fazer seus planos saírem do papel desde cedo e seus sonhos se tornarem realidade. Acesse o curso online disponível sobre Educação Financeira para Jovens e saiba mais!
Como analisar viabilidade e ROI em projetos de inovação
A inovação é essencial para uma cooperativa crescer e se destacar no mercado. São soluções inovadoras que transformam uma marca, conquistam novos públicos e fidelizam os clientes já existentes. Mas antes de apostar em criar produtos, serviços e operações inovadoras, é preciso entender se vale a pena investir tempo e dinheiro. Para garantir a efetividade de um novo projeto, saiba como avaliar a sua viabilidade e ROI. ROI e Viabilidade: o que significam Antes de tudo, é importante entender o que significa uma inovação ser viável. Para que uma iniciativa saia do papel, deve-se compreender se de fato ela pode trazer resultados positivos para a cooperativa, seus cooperados ou clientes. Esse projeto precisa ser pensado para sanar um problema, melhorar uma operação ou atender demandas do mercado. Análise de viabilidade O primeiro passo é fazer a análise de viabilidade da inovação. Ou seja, elaborar uma avaliação detalhada para entender a executabilidade de um projeto, verificando se ele é viável de forma técnica, legal, operacional, mercadológica e financeira (ROI). É preciso, nessa fase, mapear se a cooperativa conta com recursos, tecnologias, capacidade técnica da equipe, equipamentos e infraestrutura necessária para a execução da iniciativa. Se não, vale estudar que parcerias e fomentos podem ajudar a pôr em prática o negócio. Operacionalmente falando, a cooperativa deve se perguntar: existe tempo na agenda dos colaboradores para dedicação ao projeto ou é necessário contratar mão de obra? Nesse momento, é hora de olhar para as operações como um todo, e não apenas para a inovação, a fim de compreender como encaixar as novas demandas na rotina. Analisar o mercado, as tendências de consumidores e os impasses legais também garante que a inovação seja bem-sucedida, evitando impactos negativos. Por fim, a análise financeira pode ser feita pelo ROI. A análise de ROI O ROI (Return on Investment, ou retorno sobre investimento em português) é uma metodologia que avalia se os investimentos em uma inovação trarão retornos econômicos positivos e resultados efetivos para a cooperativa. É o estudo responsável pela parte econômica dos projetos, para compreender se ele é financeiramente sustentável. Assim, são levados em consideração os custos de implementação, os investimentos, o fluxo de caixa atual da cooperativa e o possível lucro. Como analisar a viabilidade de um projeto Compreendida a importância de estudar a viabilidade e as finanças de uma inovação, é hora de entender como pôr essa avaliação em prática. Para realizar essa análise, a cooperativa deve atentar para alguns pilares que garantem o sucesso de um projeto. São eles: Definir objetivos, metas, prazos O primeiro passo é delimitar o que é a inovação e para que ela será criada. Nesse momento, é importante fazer um esboço geral, entendendo as metas do projeto, qual é seu objetivo principal e seus objetivos específicos. Pensando nas finalidades da inovação, é fundamental entender em quanto tempo essa iniciativa precisa ser executada. Assim é possível criar metas a curto, médio e longo prazo para que o projeto saia do papel e tenha uma data-limite de entrega. Essa organização traz um maior direcionamento e delimita a melhor maneira de desenvolver o projeto. Fazer a pesquisa de mercado, concorrência e público Outra análise essencial para garantir a viabilidade do projeto é fazer o estudo do mercado no qual a inovação será inserida. Em tempos de grande volatilidade, a cooperativa precisa entender: em que contexto se dá essa inovação, quais são os cenários geopolíticos e como a economia se encontra no momento. O mais importante é compreender o seu público-alvo, estudando suas demandas, suas necessidades e suas vontades. Também vale analisar a concorrência, para conseguir se destacar e criar uma inovação que melhor atenda aos clientes. Analisar as finanças e o ROI Uma das partes mais cruciais na avaliação de um projeto é o seu financeiro. Entender qual é o percentual de ganho alcançado em relação ao valor que será investido ajuda a determinar se a iniciativa é rentável. Para isso, existe a fórmula de análise do ROI. Conheça a fórmula para calcular o ROI Para calcular o ROI, a fórmula se baseia em: subtrair o valor ganho pelo valor investido, e dividir o resultado pelas despesas. Por fim, o último passo é multiplicar por 100, chegando ao percentual de lucro. ROI = GANHO OBTIDO – CUSTOS x 100 CUSTO Assim, o ROI é um percentual que mede a eficiência de um projeto para gerar lucro. Preparar a gestão de riscos Qualquer inovação vem acompanhada de riscos. Mudanças regulatórias, geopolíticas e até mesmo ambientais podem prejudicar as operações e resultados de um projeto, e ter isso em consideração na hora de executar uma iniciativa é essencial. Para se proteger, é importante construir uma cultura organizacional resiliente que trabalhe constantemente em uma gestão de riscos, a fim de identificar, avaliar e mitigar possíveis problemas que uma inovação pode enfrentar. Avaliar os recursos e competências para executabilidade Analisar se a cooperativa possui mão de obra, recursos e competência para executar o projeto é outro passo essencial antes de colocar a inovação em ação. É importante se reunir com o time e avaliar se existem colaboradores e infraestrutura disponíveis para trazer a inovação para aplicação real. Esse entendimento facilita a implementação e possibilita à cooperativa se preparar para eventuais gastos e contratações necessários. Conclusão: inovar com ROI é inovar com menos riscos Inovar é um processo acompanhado de riscos, afinal é inevitável mudar sem ter algumas incertezas e deslizes no caminho. Mas é possível diminuir as eventuais falhas quando apostamos em um plano de inovação baseado em estudos e análise de viabilidade e ROI. Entender o mercado, o seu financeiro, as questões internas e externas de uma cooperativa antes de inovar é um procedimento que aumenta as chances de sucesso e traz mais certeza para a marca.
Resiliência organizacional: como preparar as cooperativas para crises e desafios inesperados
Mesmo as maiores e mais bem-sucedidas cooperativas estão sujeitas a passar por desafios inesperados e momentos de crise. Diversos fatores podem afetar os negócios e para se manter firme é necessário ter resiliência organizacional. Não é possível prever todos os obstáculos que atrapalharão as operações e o funcionamento de uma cooperativa. A chegada de eventos climáticos extremos, o cenário geopolítico instável, transformações na economia e no perfil do consumidor podem exigir uma mudança de rota, que sempre vem acompanhada de dificuldades e necessidade de adaptação. Com resiliência organizacional, esses entraves podem se tornar oportunidades. Saiba como construir uma cooperativa resiliente e aberta para o crescimento contínuo! O que é resiliência organizacional nas cooperativas? O termo resiliência organizacional se refere a um conjunto de habilidades que uma instituição precisa ter para conseguir se adaptar, enfrentar e crescer diante de desafios e obstáculos que fazem parte dos negócios. Momentos de crise, mudanças externas ou internas e eventos imprevisíveis são parte da rotina de uma organização. Para que as cooperativas consigam ter longevidade e sucesso, é preciso que os colaboradores e líderes estejam em constante adaptação, sabendo trabalhar com o inesperado e prontos para se recuperar de períodos de instabilidade. Assim se constrói o que chamamos de resiliência corporativa. O cenário atual do mercado é cheio de incertezas e volatilidade. Com uma economia vulnerável, avanços tecnológicos cada vez mais rápidos, um contexto geopolítico complexo por conta da globalização e um consumidor de perfil incerto, saber navegar na onda de mudanças não é apenas o que diferencia uma marca no mercado, mas o que a mantém em pé. 4 pilares da resiliência organizacional Antes de saber como fazer a construção de uma organização resiliente, é preciso entender os pilares da resiliência organizacional. Para se manter competitivo no mercado apesar das turbulências, uma cooperativa deve se atentar a: Antecipação dos riscos. Capacidade de respostas rápidas. Monitoramento contínuo. Adaptação constante. Entenda como esses fundamentos funcionam na prática: Antecipação e gestão de riscos O primeiro e mais importante passo para tornar uma cooperativa resiliente é estar preparado para situações diversas. Para isso, é necessário desenvolver a capacidade de antecipar e identificar riscos. Estar em constante alerta, conseguindo perceber os erros e vulnerabilidades antes que tomem grandes dimensões, é crucial para evitar cenários de crises e situações críticas. Para isso, construir uma gestão de riscos operacionais, desenvolvendo planos de ação para analisar e mitigar os riscos, é uma tarefa essencial. Além disso, é preciso que os colaboradores e líderes tenham uma mentalidade de constante atenção e preparo. Capacidade de resposta e ação rápida a desafios inesperados Além de se prevenir de possíveis riscos, saber agir em momentos de turbulência é outra característica que define uma cooperativa com resiliência organizacional. Quando chegam as adversidades, é preciso que os gestores e os times tenham capacidade para prover respostas rápidas e eficientes, a fim de mitigar ou controlar os impactos da situação. Cooperativas resilientes são aquelas compostas por uma cultura organizacional preparada para agir sob pressão, que saibam manter a qualidade das operações mesmo em momentos de maior tensão. Monitoramento contínuo do trabalho e resultados O acompanhamento constante do trabalho é outra prática que garante a resiliência organizacional de uma cooperativa. Fazer o monitoramento das operações e dos seus resultados assegura que os gestores conheçam com profundidade o contexto interno e externo da organização, a fim de evitar problemas antes que aconteçam. A supervisão com um olhar atento é importante, possibilitando fazer mudanças quando necessário, melhorar processos e evitar vulnerabilidades. Adaptação e capacidade de mudanças em crises Adaptação é uma palavra-chave em cooperativas com resiliência organizacional. Imprevistos e mudanças fazem parte dos negócios e do mercado, e quando uma organização consegue aprender e se adaptar a esse contexto, ela evolui constantemente. Cada obstáculo e transformação pode se tornar um aprendizado que fortalece a cooperativa, seus cooperados e seus colaboradores. Uma cultura organizacional aberta a mudanças é uma cultura que tem espaço para inovação, melhorias e crescimento. Como construir resiliência na sua cooperativa? Uma vez entendido o que estrutura a resiliência de uma cooperativa, é hora de descobrir os passos e hábitos essenciais para desenvolver uma cooperativa pronta para lidar com momentos conturbados. A seguir, algumas práticas que podem auxiliar nesse processo: Invista no treinamento de lideranças e equipe A resiliência deve fazer parte da cooperativa como um todo. Por isso, promover a formação de gestores e da equipe é fundamental. Líderes resilientes conseguem levar essa habilidade para seus times, coordenando seus colaboradores com inteligência emocional, atenção e cuidado, o que ajuda a construir relacionamentos fortes. Assim, em crises internas, fica mais fácil liderar e conduzir os funcionários. Além das lideranças, é importante que todos os membros da cooperativa tenham acesso a treinamentos e cursos que promovam resiliência. Para saber lidar com o inesperado, os colaboradores devem ser ensinados como fortalecer suas soft skills e desenvolver suas habilidades de comunicação e espírito de equipe. Trabalhe com uma comunicação transparente e eficaz Um aspecto essencial para manter a resiliência de uma cooperativa em momentos tensos é a comunicação. É preciso uma escuta ativa dos líderes, para ouvir colaboradores e cooperados e entender suas queixas, além de uma comunicação organizacional estruturada, para garantir que a mensagem chegue de forma clara e assertiva. É comum, em períodos conturbados, que haja rumores e boatos acerca dos problemas, o que pode gerar ansiedade e dificultar a condução de resoluções. Por isso, ter meios de se comunicar de forma direta com os colaboradores é crucial. Tenha uma gestão de mudanças efetiva Quando obstáculos e imprevistos acontecem, é preciso mudar. Para que os colaboradores e cooperados estejam abertos a transformações, a cooperativa deve construir uma gestão de mudanças efetiva. Essa prática assegura a confiança dos times na cooperativa, fortalecendo a implementação de novas estratégias, tecnologias e estruturas. Quando a mudança ocorre de forma detalhada, faseada e envolvendo todos os funcionários, é mais fácil que ocorra de maneira eficaz e rápida. Tome decisões baseadas em dados Em momentos de crise, é normal que o nervosismo e a ansiedade tomem conta. Para não agir por impulso, o que pode levar a cooperativa a situações ainda piores, é preciso usar informações concretas como base. É nesse cenário que os dados se tornam relevantes. Se basear em dados internos e externos ajuda a desenvolver estratégias que fazem sentido, mantendo a análise de mercado e a qualidade das decisões mesmo em situações delicadas. Para isso, é importante que a cooperativa esteja constantemente fomentando sua base, coletando e organizando dados de forma contínua. Invista em tecnologia e fomente a inovação Os avanços tecnológicos podem se tornar grandes aliados na construção da resiliência organizacional, uma vez que ferramentas auxiliam a otimizar operações e automatizar processos. Dessa maneira, as adaptações podem ocorrer de forma mais ágil e eficiente. Além disso, desenvolver uma mentalidade de inovação entre os colaboradores ajuda a cooperativa a passar por transformações de maneira mais leve, já que os times podem enxergar os desafios como oportunidades de negócios e novas chances de inovar. Promova o bem-estar dos colaboradores e fortaleça as relações no trabalho Quando uma cooperativa passa por tempos difíceis, a união entre as pessoas se torna ainda mais importante. Para que todos trabalhem de forma coletiva para encontrar soluções e achar uma saída, é preciso que as relações de trabalho sejam saudáveis e baseadas em confiança. É preciso garantir o bem-estar dos colaboradores, tanto físico quanto mental. Os cooperados e colaboradores devem ter suporte emocional, programas de saúde e um ambiente seguro para se sentirem acolhidos e prontos para lidar com as mudanças repentinas. Construa uma gestão de riscos Os riscos operacionais são aqueles que podem causar perdas financeiras, operacionais e sistemáticas em uma cooperativa, prejudicando seu funcionamento e sua reputação no mercado. Eles podem causar problemas repentinos, e uma cooperativa resiliente deve estar preparada para contornar essas situações. É essencial que a organização construa uma gestão de riscos, ou seja, um planejamento para identificar, avaliar e mitigar as possíveis falhas. Diversifique as receitas da cooperativa Um dos principais fatores que tornam uma cooperativa resiliente é sua capacidade financeira de lidar com os altos e baixos dos negócios. Para evitar que crises prejudiquem excessivamente as contas, é importante que a receita da cooperativa não dependa de apenas um único mercado ou cliente. Ter fontes de renda diversificadas pode ajudar na estabilidade financeira de uma cooperativa e fortalecer seu espaço no mercado, ajudando na durabilidade e sustentabilidade da marca. Conclusão: características de uma cooperativa resiliente Uma cooperativa resiliente se fortalece e trabalha com algumas características, como agilidade, lideranças fortes e empáticas, comunicação aberta entre os times, inovação e aprendizado contínuo. Para começar a construção da resiliência corporativa na sua cooperativa, confira a reportagem “Gestão de riscos operacionais: como identificar, avaliar e mitigar”.
Crescimento global do consumo de proteínas abre novas oportunidades para o cooperativismo
O consumo de proteínas está aumentando cada vez mais. Podendo vir em diferentes formatos, como cortes de carne, snacks proteicos e shakes com whey, esses produtos apresentam uma grande oportunidade de investimento - e um potencial enorme para cooperativas que souberem embarcar na onda. Diferentemente dos outros dois macronutrientes, a gordura e o carboidrato, a proteína se destaca e tem ganhado um espaço sem igual no mercado de alimentos. Ela deixou de ser apenas uma parte da refeição para virar uma peça essencial, um sinônimo de comer bem e ter um estilo de vida saudável. Economicamente falando, o mercado está abundante e há abertura para quem conseguir inovar, trazer novos produtos e atender à demanda alimentar. Veja os dados e confira dicas de como entrar nesse setor! A proteína virou tendência mundial A preferência dos consumidores pelas diferentes formas de proteína transformou o mercado dos Estados Unidos. A pesquisa The 2025 Protein Profile, promovida pela empresa de agronegócio Cargill, apontou que 61% da população estadunidense ampliou o consumo de proteína em 2024, se comparado ao ano anterior. Para os entrevistados, a proteína deixou de ser apenas uma peça principal do almoço e jantar para ganhar espaço também em outras refeições, como lanches e snacks. Opções de fácil consumo, como barras proteicas, shakes e whey protein têm se tornado uma escolha de muitos americanos. Ao todo, 63% deles responderam que buscam o macronutriente em suas comidas rápidas. Cenário global O aumento do consumo da proteína, fenômeno ligado à busca por um estilo de vida com mais saúde e bem-estar, já saiu do horizonte americano e se tornou um movimento mundial. A pesquisa Global Animal Protein Market, da Mordor Intelligence, apontou que o valor do mercado de proteína animal em 2024 era de US$ 9,41 bilhões, e a estimativa é que chegue a US$ 11,97 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual de 4,93%. Esses números comprovam que o mercado de alimentação proteica está em seu auge. No cenário global, a região Ásia-Pacífico é a principal fonte de consumidores desse mercado, com destaque para a China, que representou 33,8% do consumo em 2022. A procura por alimentos e bebidas ricos em proteínas é grande, graças ao mercado fitness que vem também avançando. Na China, a mesma pesquisa mostra que cerca de 80% da comunidade fitness opta por alimentos ricos em proteínas como sua principal fonte de energia e fortalecimento de músculos. A proteína no mercado brasileiro Na América Latina, o cenário é parecido. Dados da consultoria Kantar mostram que quase 70% dos latinos têm intenção de manter ou até aumentar a ingestão de proteínas. Nesse continente, a carne vermelha segue sendo a favorita do público: no Brasil, Argentina e Chile, mais de 75% da população afirma que não pretende reduzir o seu consumo. Além disso, informações da Associação Brasileira de Proteína Animal apontam que a demanda por proteína de aves aumentou no país. Ao mesmo tempo, houve um avanço histórico na ingestão de ovos: foram cerca de 288 unidades por habitante em 2025, com perspectiva de subir para 306 em 2026. As proteínas de origem vegetal e as híbridas também ganharam força graças à exigência crescente por sustentabilidade e produtos com baixo impacto ao meio ambiente. Tais mudanças de hábito são um reflexo da busca em alta dos brasileiros por um estilo de vida mais saudável e sustentável. Se antes as comidas com um alto valor proteico eram a preferência apenas de atletas, agora elas são populares para uma parcela muito maior e mais difusa da população. Oportunidades para o cooperativismo O crescimento do mercado de produtos proteicos, que é amplo e diverso, apresenta muitas oportunidades para os negócios. As cooperativas devem se preparar, estudando o mercado e suas demandas, para conseguir acompanhar o movimento e ganhar espaço. Para se destacar com competitividade, é preciso inovar e entregar aquilo que os clientes solicitam: comidas rápidas, saudáveis, ambientalmente responsáveis e proteicas. Veja algumas oportunidades: Carne vermelha, peixe e aves possibilitam diversificação de mercados Uma vantagem do mercado de proteínas é a quantidade abrangente de cortes e tipos de carne que um produtor pode investir. Cooperativas agropecuárias têm a possibilidade de trabalhar com diferentes animais, oferecendo produtos como frangos, suínos, bovinos e peixes. Essa robustez ajuda a construir uma diversificação de catálogo e das fontes de receita. Assim sendo, é possível explorar diversos mercados nacionais e internacionais, de acordo com tendências locais mais específicas. Aumento no consumo de suplementos, whey e bebidas proteicas A busca por uma vida mais equilibrada tem gerado efeito nas prateleiras. Produtos fitness de alto valor proteico se tornaram os queridinhos dos consumidores. O mercado brasileiro de bebidas com proteína, por exemplo, já tem seu valor estimado em R$ 2,1 bilhões, com previsão de atingir R$ 3,1 bilhões em até três anos. As academias são outro setor em expansão, com um crescimento anual de 13,97%, segundo pesquisa “Mercado de Academias no Brasil: Dados e Tendências”, do Sebrae. O público que treina costuma adaptar sua alimentação para ganho de massa muscular, e assim o consumo de whey e suplementos proteicos também aumenta. Tudo isso leva a um contexto favorável para investimento. As cooperativas podem criar ou adaptar seus produtos para ter um maior valor proteico, atingindo um público que busca nutrição em primeiro lugar, vão encontrar vantagem estratégica. A CCGL, por exemplo, está atenta à tendência e lançou um leite em pó proteico desnatado. Oportunidades com diferentes fontes de proteína: animal e vegetal Quando o assunto é proteína, é importante ter um olhar amplo e fora do senso comum: existe muito desse macronutriente fora de alimentos de origem animal. Apesar de as carnes serem conhecidas como a principal fonte de proteína, é possível investir na criação de produtos proteicos de base vegetal. O estudo “O consumidor brasileiro e o mercado plant-based 2024”, do Good Food Institute, mostrou que, em 2024, os brasileiros já estão abertos para esse tipo de proteína: 26% dos entrevistados consomem carne animal pelo menos uma vez ao mês. Pensando em versões vegetais alternativas ao leite, o número é maior ainda. Atualmente, 48% consomem esse tipo de bebida. Em relação à dieta, 21% afirmam estar reduzindo, sem eliminar completamente, o consumo de carne - são os chamados flexitarianos. Além disso, 8% consomem apenas pescados e 5% se declaram veganos ou vegetarianos, alimentando-se apenas de produtos sem origem animal. Esse grupo representa uma brecha de inovação, e novos mercados pensados para proteínas oriundas de vegetais se tornam uma aposta de investimento. Conclusão: é hora de investir em proteína Com inovação e investimento em produtos proteicos, as cooperativas podem crescer em um mercado promissor e com grande potencial. É preciso atender às demandas dos consumidores, seguindo as tendências de sustentabilidade e alimentação saudável. Sendo assim, as proteínas devem entrar no radar do cooperativismo e adentrar seus catálogos. Para se atentar a outras tendências e estar na frente do mercado com soluções inovadoras, confira o e-book “Mapear tendências: dicas para planejar o futuro da sua cooperativa”.
Gestão de Produtos e Serviços
Gerenciar produtos e serviços de forma estratégica é fundamental para ampliar resultados, inovar com segurança e fortalecer a competitividade das cooperativas. Este curso apresenta os principais conceitos, técnicas e ferramentas que ajudam a organizar, avaliar e aprimorar o portfólio da cooperativa, garantindo maior alinhamento às necessidades do mercado e dos cooperados. Você vai aprender: conceitos básicos sobre produtos e serviços; desenvolvimento de novos produtos e serviços; análise de portfólio. Inscreva-se agora e desenvolva uma gestão mais estratégica de produtos e serviços!
Gestão Logística em Cooperativas Agropecuárias
Garantir eficiência logística é fundamental para o desempenho e a competitividade das cooperativas agropecuárias. Este curso foi desenvolvido para profissionais que desejam aprimorar sua capacidade de planejamento, operação e gestão dos processos logísticos, aplicando soluções modernas alinhadas às demandas do setor. Você vai aprender: introdução à gestão logística; planejamento logístico; transporte e distribuição; tecnologia e inovação na logística; gestão de relacionamentos e parcerias. Inscreva-se agora e eleve o nível da sua gestão logística!
Gestão de Marcas
Em um mercado cada vez mais competitivo, construir uma marca forte, coerente e alinhada aos valores cooperativistas é essencial para gerar confiança e fortalecer a identidade institucional. Este curso foi desenvolvido para orientar cooperativas e seus profissionais a compreender, estruturar e comunicar marcas de forma estratégica. Você vai aprender: introdução e conceitos gerais; o cooperativismo e a hierarquia de marcas; branding estratégico e posicionamento; comunicação e expressão; fortalecimento e evolução das marcas. Inscreva-se agora e aprenda a construir marcas fortes, autênticas e estratégicas!
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