A inovação é essencial para uma cooperativa crescer e se destacar no mercado. São soluções inovadoras que transformam uma marca, conquistam novos públicos e fidelizam os clientes já existentes.

Mas antes de apostar em criar produtos, serviços e operações inovadoras, é preciso entender se vale a pena investir tempo e dinheiro. Para garantir a efetividade de um novo projeto, saiba como avaliar a sua viabilidade e ROI.

ROI e Viabilidade: o que significam

Antes de tudo, é importante entender o que significa uma inovação ser viável. Para que uma iniciativa saia do papel, deve-se compreender se de fato ela pode trazer resultados positivos para a cooperativa, seus cooperados ou clientes.

Esse projeto precisa ser pensado para sanar um problema, melhorar uma operação ou atender demandas do mercado.

Análise de viabilidade

O primeiro passo é fazer a análise de viabilidade da inovação. Ou seja, elaborar uma avaliação detalhada para entender a executabilidade de um projeto, verificando se ele é viável de forma técnica, legal, operacional, mercadológica e financeira (ROI).

É preciso, nessa fase, mapear se a cooperativa conta com recursos, tecnologias, capacidade técnica da equipe, equipamentos e infraestrutura necessária para a execução da iniciativa. Se não, vale estudar que parcerias e fomentos podem ajudar a pôr em prática o negócio.

Operacionalmente falando, a cooperativa deve se perguntar: existe tempo na agenda dos colaboradores para dedicação ao projeto ou é necessário contratar mão de obra? Nesse momento, é hora de olhar para as operações como um todo, e não apenas para a inovação, a fim de compreender como encaixar as novas demandas na rotina.

Analisar o mercado, as tendências de consumidores e os impasses legais também garante que a inovação seja bem-sucedida, evitando impactos negativos. Por fim, a análise financeira pode ser feita pelo ROI.

A análise de ROI

O ROI (Return on Investment, ou retorno sobre investimento em português) é uma metodologia que avalia se os investimentos em uma inovação trarão retornos econômicos positivos e resultados efetivos para a cooperativa.

É o estudo responsável pela parte econômica dos projetos, para compreender se ele é financeiramente sustentável. Assim, são levados em consideração os custos de implementação, os investimentos, o fluxo de caixa atual da cooperativa e o possível lucro.

Como analisar a viabilidade de um projeto

Compreendida a importância de estudar a viabilidade e as finanças de uma inovação, é hora de entender como pôr essa avaliação em prática. Para realizar essa análise, a cooperativa deve atentar para alguns pilares que garantem o sucesso de um projeto. São eles:

Definir objetivos, metas, prazos

O primeiro passo é delimitar o que é a inovação e para que ela será criada. Nesse momento, é importante fazer um esboço geral, entendendo as metas do projeto, qual é seu objetivo principal e seus objetivos específicos.

Pensando nas finalidades da inovação, é fundamental entender em quanto tempo essa iniciativa precisa ser executada. Assim é possível criar metas a curto, médio e longo prazo para que o projeto saia do papel e tenha uma data-limite de entrega.

Essa organização traz um maior direcionamento e delimita a melhor maneira de desenvolver o projeto.

Fazer a pesquisa de mercado, concorrência e público

Outra análise essencial para garantir a viabilidade do projeto é fazer o estudo do mercado no qual a inovação será inserida. Em tempos de grande volatilidade, a cooperativa precisa entender: em que contexto se dá essa inovação, quais são os cenários geopolíticos e como a economia se encontra no momento.

O mais importante é compreender o seu público-alvo, estudando suas demandas, suas necessidades e suas vontades. Também vale analisar a concorrência, para conseguir se destacar e criar uma inovação que melhor atenda aos clientes.

Analisar as finanças e o ROI

Uma das partes mais cruciais na avaliação de um projeto é o seu financeiro. Entender qual é o percentual de ganho alcançado em relação ao valor que será investido ajuda a determinar se a iniciativa é rentável. Para isso, existe a fórmula de análise do ROI.

Conheça a fórmula para calcular o ROI

Para calcular o ROI, a fórmula se baseia em: subtrair o valor ganho pelo valor investido, e dividir o resultado pelas despesas. Por fim, o último passo é multiplicar por 100, chegando ao percentual de lucro.

ROI = GANHO OBTIDO – CUSTOS x 100
CUSTO

Assim, o ROI é um percentual que mede a eficiência de um projeto para gerar lucro.

Preparar a gestão de riscos

Qualquer inovação vem acompanhada de riscos. Mudanças regulatórias, geopolíticas e até mesmo ambientais podem prejudicar as operações e resultados de um projeto, e ter isso em consideração na hora de executar uma iniciativa é essencial.

Para se proteger, é importante construir uma cultura organizacional resiliente que trabalhe constantemente em uma gestão de riscos, a fim de identificar, avaliar e mitigar possíveis problemas que uma inovação pode enfrentar.

Avaliar os recursos e competências para executabilidade

Analisar se a cooperativa possui mão de obra, recursos e competência para executar o projeto é outro passo essencial antes de colocar a inovação em ação. É importante se reunir com o time e avaliar se existem colaboradores e infraestrutura disponíveis para trazer a inovação para aplicação real.

Esse entendimento facilita a implementação e possibilita à cooperativa se preparar para eventuais gastos e contratações necessários.

Conclusão: inovar com ROI é inovar com menos riscos

Inovar é um processo acompanhado de riscos, afinal é inevitável mudar sem ter algumas incertezas e deslizes no caminho. Mas é possível diminuir as eventuais falhas quando apostamos em um plano de inovação baseado em estudos e análise de viabilidade e ROI.

Entender o mercado, o seu financeiro, as questões internas e externas de uma cooperativa antes de inovar é um procedimento que aumenta as chances de sucesso e traz mais certeza para a marca.